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Depredação do CED 01 da Estrutural e enfrentamento à Polícia parece ter sido “premeditada”


A grande repercussão que envolveu, mais uma vez, o Centro Educacional 01 da Cidade Estrutural, depois da exoneração da vice-diretora da escola, ao ponto do Ministério Público ter se envolvido, toma novos rumos

Dessa vez a pergunta é: A quem interessa esse confronto sobre as escolas compartilhadas, justamente entre duas instituições de suma importância no desenvolvimento e educação de nossos jovens, que são as Secretarias de Educação e a Polícia Militar do DF?

Ao que tudo indica, e isso só será possível concluir após uma séria investigação da Polícia Civil do DF, a qual o governador já deveria ter determinado, para se ter certeza dos fatos.

Tivemos acesso a um grupo de WhatsApp denominado MANIFESTAÇÃO CED 01, criado, ao que tudo indica, especificamente para “combinarem e planejarem” a depredação do Centro Educacional 01 (Estrutural) e, consequentemente, o enfrentamento aos policiais que são responsáveis pela parte disciplinar da unidade de ensino que, diga-se de passagem, faz parte do projeto Escolas Compartilhadas do governo do DF com o apoio das Secretarias de Educação e Segurança Pública, além de mais de 70% da população.

Na linguagem policial, era uma “casinha” pronta! Assim avaliaram alguns policiais experientes e responsáveis pela segurança e disciplina da escola que pediram para não serem identificados e foram ouvidos pelo portal Opinião Brasília, principalmente depois da exoneração da vice-diretora, Luciana Pain, por discordar do modelo praticado pela escola, discriminando os policiais que ali exercem suas funções.

No grupo as combinações eram de “tacar fogo na escola e depredar tudo”, “vou quebrar os vidros da porta”, “é pra bagaçar a escola amanhã?”, “Amanhã é nóis que vai comandar aql porra lá”, conforme prints abaixo a que tivemos acesso.

ENTENDA O CASO DO CED 01 DA ESTRUTURAL

Para que o bom jornalismo seja respeitado, tornando-se fonte segura de informação, é essencial que injustiças não sejam cometidas e pessoas ou instituições não sejam condenadas antecipadamente, e muito menos expostas.

Uma emissora local está insistindo veementemente com matérias envolvendo uma polêmica entre policiais, alunos e direção da escola CED 01 da Estrutural. O CED 01 faz parte da parceria CÍVICO MILITAR. Mas qual seria o objetivo? Eis a pergunta.

Um post na rede social facebook do meu grande amigo e também jornalista e historiador Luciano Lima, deixa algumas coisas bem claras: “O bom jornalismo que aprendemos nas universidades é aquele que olhamos, observamos e apuramos os dois lados da moeda e os divulgamos sem parcialidade”, diz o post.

Pois bem, toda confusão citada nas matérias, segundo a vice-direção da escola (que foi exonerada), teria sido causada porque os militares queriam censurar o trabalho dos estudantes. Mas a história não é bem essa!

Vamos aos fatos. Primeiramente, os desenhos no mural do CED 01 não foram feitos pelos estudantes, o que as matérias sempre dão a entender. As artes do mural foram feitas pelo chargista Carlos Latuff, conforme matéria publicada no Correio Braziliense em comemoração ao Dia da Consciência Negra e utilizada pelos alunos do CED 01 (clique acima e leia a matéria).


Segundo, a polêmica toda, que envolveu inclusive o deputado federal cearense Heitor Freire (União Brasil), foi causada por um desenho de um Policial Militar com a suástica nazista no braço (Abaixo).

A suástica é um símbolo do horror causado pelo nazismo que dizimou, durante a segunda grande guerra mundial, quase 10 milhões de judes. Portanto, o USO DA SUÁSTICA É PROIBIDO POR CONVENÇÕES INTERNACIONAIS. O SEU USO TEM CONSEQUÊNCIAS JURÍDICAS GRAVES.

O desenho em anexo é o real motivo de toda a confusão. E ele foi tirado do contexto porque o desenho foi modificado. MELHOR: O DESENHO FOI APAGADO. Como se diz: A CENA DO “CRIME” FOI MODIFICADA. Portanto, as matérias só mostram os fatos com o desenho modificado, passando a imagem para os telespectadores que realmente os policiais da parceria Cívico Militar queriam censurar os desenhos, que NÃO FORAM FEITOS PELOS ESTUDANTES. Seria uma tática para jogar a população contra os policiais? (VEJA O VÍDEO ORIGINAL AQUI).

É importante que se investigue, verdadeiramente, o que está acontecendo por trás de toda essa “polêmica”. Por que querem acabar a parceria Cívico Militar em uma escola que já foi PROBLEMA? Onde inúmeras armas brancas foram apreendidas e, até antes da Polícia Militar estar presente, era considerada um ponto de drogas para traficantes que exploravam a ingenuidade dos adolescentes que ali estudavam? Quem está por trás disso? E porquê?

Fatos novos

Durante a produção dessa matéria, recebemos diversas mensagens com fatos novos que podem, em tese, ajudar a esclarecer por que esta celeuma adquiriu tamanha proporção.

Três documentos, denominados Relatórios de Monitoria, o qual tivemos acesso, foram encaminhados para nós. Preservaremos seus autores para que não sofram represálias, mas podemos garantir que são de extrema importância no esclarecimento dos fatos e versões até agora apresentados e desconhecidos, principalmente, pela grande mídia.

No primeiro Relatório, cita-se uma reunião ocorrida às 09:45 horas do dia 06/05/2022 entre a direção da escola e os coordenadores disciplinares da Polícia Militar, sobre fatos ocorridos no dia anterior (05/05/2022), quando houve uma manifestação de estudantes na escola. Nesse documento, duas alunas discorrem sobre as atitudes tomadas pelos alunos e, segundo elas, a mando do sobrinho da vice-diretora (já exonerada no dia 03/05), Luciana Pain, que orientou seu sobrinho para que coordenasse e não parasse as manifestações, sem, no entanto, depredarem a escola, o que não aconteceu já que vidros de janelas e pedras foram encontradas no local.

O segundo Relatório, por volta das 10:00 horas do mesmo dia, trazia a mãe de um aluno da escola que foi identificado como um dos baderneiros do dia anterior. Segundo ela, um vídeo a qual ela teve acesso mostrava um policial tratando seu filho de modo agressivo e com ameaças. No entanto, a história contada pelos policiais no relatório consta que o aluno foi conduzido à sala disciplinar para que explicasse as razões dos acontecimentos do dia anterior e porque ele não estava respeitando as regras impostas pela instituição de ensino. A própria Diretora da escola, que estava presente no depoimento da mãe do aluno, disse que o vídeo com as bagunças de seu filho foi ela própria que havia encaminhado ao coordenador disciplinar da escola.

Já no terceiro Relatório, às 15:00 horas do mesmo dia 05/05/2022, os relatos são mais preocupantes ainda. Consta no mesmo que uma aluna estava subindo na grade superior do segundo andar da escola, com ameaça de pular de lá. Segundo a aluna, ela falou aos colegas que queria se cortar e morrer e dito isso praticou a ação, sendo incentivada por vários alunos que estavam no pátio inferior da escola e duvidavam da atitude dela. O ato só não foi consumado porque uma colega de classe a demoveu da ideia e a levou para o banheiro feminino. Diante dos fatos, os policiais encaminharam a aluna à direção da escola que se encarregou de fazer contato com os responsáveis por ela.

O que disseram as autoridades envolvidas

As Secretarias de Educação e de Segurança Pública do DF foram uníssonas em suas argumentações. Disseram ser favoráveis gestão compartilhada de instituições de ensino com a Polícia Militar e afirmou que “casos pontuais são averiguados pelas pastas, para adoção de providências cabíveis a cada situação”.

Também em nota, a corporação Polícia Militar se manifestou. O policial em questão será afastado até que as investigações determinem o grau de envolvimento dele no caso. Veja a nota:

“A Polícia Militar do Distrito Federal (PMDF), informa que o modelo de Escolas de Gestão Compartilhada atende a 12 de cerca de 720 unidades de ensino público do Distrito Federal, selecionadas mediante critérios de vulnerabilidade como violência, evasão escolar e Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) da região, e é implementada após consulta democrática à comunidade escolar.

O CED 01 da Cidade Estrutural foi uma das primeiras escolas a aderir ao projeto, com mais de 90% de aprovação de professores, servidores, estudantes maiores de 18 anos e pais de alunos. Sobre a possível ameaça envolvendo um policial militar e um aluno da escola, informamos que o caso será apurado e que os responsáveis serão afastados das atividades. A PMDF destaca, por fim, que o fato foi pontual e não corresponde com a filosofia do projeto e com o comportamento dos demais profissionais, que são selecionados e recebem capacitação para a função.”

Para os policiais que exercem essa função árdua de ensino público e disciplinar, isso não basta. Cabe as autoridades competentes, e aí soma-se a Secretaria de Educação, Segurança e as instituições militares, adotarem uma postura rígida e definitiva, haja vista que como ameaçou uma mãe de aluno ainda por conta dos fatos de que chamaria traficantes para protestarem contra a presença da Polícia na Escola, isso poderia levar ao caos.

Tem muitas coisas estranhas acontecendo no CED 01 e as Secretarias de Educação e de Segurança Pública já passaram da hora de colocarem a Polícia Civil do DF nas investigações. É inconcebível que fatos como estes estejam acontecendo numa instituição de ensino e nenhuma providência enérgica aconteça, seja por quem for.

Uma coisa é certa: O governo é o percussor sistema que têm apresentado resultados e ele não vai abrir mão daquilo que seja o melhor para a sociedade. Custe a quem custar!

A esquerda? Bom, essa que se vire, porque no governo Ibaneis essa não cola!

Por Poliglota, jornalista e editor do Portal Opinião Brasília. Colaboração Luciano Lima, jornalista e historiador.

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