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Grupo com Beto Carrero World e Playcenter faz proposta para comprar parque Hopi Hari

Justiça decidiu adiar assembleia prevista para quarta-feira (3) até que credores tenham mais detalhes da proposta. Parque diz que levaria à ...

Justiça decidiu adiar assembleia prevista para quarta-feira (3) até que credores tenham mais detalhes da proposta. Parque diz que levaria à votação acordo de R$ 2,8 bilhões com banco



Um grupo de investidores ligados ao Beto Carrero World, Playcenter, Wet'n Wild e outras empresas fez uma proposta para compra do parque de diversões Hopi Hari, instalado desde 1999 em Vinhedo (SP). Por conta disso, a Justiça decidiu suspender nesta segunda-feira (1) a continuidade da assembleia de credores que votaria novo aditivo ao plano de recuperação judicial, prevista para quarta (3).

A assessoria do Beto Carrero World divulgou uma nota onde destaca que a proposta também conta as participações de integrantes de um fundo de investimentos, um grupo imobiliário e uma empresa de investimentos alternativos.

O Hopi Hari, entretanto, contesta esta iniciativa dos investidores e, no período da manhã, anunciou que levaria para votação na assembleia a possibilidade de um acordo de R$ 2,8 bilhões com um banco internacional para reestruturação, expansão e desenvolvimento do parque. Veja abaixo detalhes.

Proposta e suspensão da assembleia

"A previsão de investimentos chega a mais de R$ 150 milhões na melhoria do parque como a criação de empregos e receitas fiscais", diz nota do Beto Carrero ao mencionar que o plano também prevê o pagamento integral do passivo fiscal acumulado nos últimos anos. A assessoria explica, ainda, que o grupo investidor tem apoio dos maiores credores do parque e espera análise do texto na assembleia.

O g1 solicitou posicionamentos ao Playcenter e Wet'n Wild sobre o caso, mas não houve retorno.

Em decisão publicada nesta tarde, o juiz da 1ª Vara de Vinhedo, Fábio Marcelo Holanda, decidiu suspender por 30 dias a retomada da assembleia de credores. Segundo ele, a medida atende aos interesses dos credores em ter informações sobre a proposta deste grupo investidor.

Além disso, o magistrado considerou que o Hopi Hari ainda precisa apresentar outras informações para que os participantes tenham detalhes sobre o aditivo e "real situação do passivo".

A dívida é estimada pelo Hopi Hari na faixa de R$ 500 milhões e a maior parcela é devida ao Banco Nacional de Desenvolvimento Social (BNDES), o qual representa pelo menos R$ 230 milhões deste montante financeiro apresentado. Um plano de recuperação chegou a ser aprovado em abril de 2019, mas depois foi contestado pela Justiça porque os maiores credores foram deixados de fora do acordo.

O pedido de recuperação foi feito em agosto de 2016, para evitar falência, e o parque reabriu em 2017.


Impasse jurídico

O Hopi Hari, em contrapartida, diz que "vê com bons olhos toda e qualquer proposta de parceria e investimentos para o crescimento do parque", mas faz uma série de contestações sobre ela.

Ao considerar que se trata de uma "proposta alternativa de plano de pagamento", em vez de uma categórica intenção de compra, a assessoria do empreendimento localizado em Vinhedo pontua "dúvidas" sobre a intenção deste grupo, haja vista que alguns deles são concorrentes diretos.

Além disso, explica que um parecer jurídico interno indica a impossibilidade para apreciação e, com isso, avalia que caberá aos credores deliberar sobre o quarto aditivo ao plano de recuperação judicial, na quarta-feira, sobre os créditos, empregos e destino das sociedades ligadas ao Hopi Hari.

"Conclui-se que uma proposta de última hora, formulada por quem não tem interesses transparentes, posto que são concorrentes, e, ainda, formulada sob condição, o que permite sua retirada a qualquer tempo, seja elemento para tumultuar o processo, e pior, a influenciar a decisão", destaca trecho.

Segundo o Hopi Hari, há ainda "aparente ausência de legitimidade do 'grupo investidor'", uma vez que nenhuma delas figura no processo como titular de créditos, e que a Justiça teria vetado a hipótese de uma proposta alternativa por credor, o que, na avaliação do parque, também inviabiliza um terceiro a realizar esta apresentação por não ter conhecimento pleno ou se manifestado no curso do processo.

O g1 espera um posicionamento do parque sobre a suspensão da assembleia de credores.

Suposto Acordo bilionário

O Hopi Hari anunciou na manhã desta segunda-feira que tem acordo com o Whitehall, o qual destaca como um banco que oferece investimentos diretos e administrados por investidores na América do Norte, América Latina e Caribe. Para ter validade, contudo, o acerto precisa ser formalmente aprovado na assembleia, segundo a assessoria do parque de diversões.

A assessoria do empreendimento menciona que a instituição financeira tem experiência no segmento e o acordo vai permitir, além de cumprir o plano de recuperação judicial, o planejamento de novas outras atrações. "Esse projeto não irá somente reestruturar as obrigações passadas com os credores, como também compreenderá a expansão das suas atrações, o desenvolvimento imobiliário dos seus terrenos, com novos lançamentos, e também o desenvolvimento de eventuais lançamento do parque em outras regiões do Brasil ou, ainda, a aquisição de outras empresas do segmento."

Por Fernando Pacífico e Patrícia Teixeira, g1 Campinas e Região

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