Chuvas intensas atingem Nordeste e Sul, causam deslizamentos, alagamentos e forçam decretos de emergência em diversas cidades
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| Reprodução / CBMPE |
As fortes chuvas que atingem o Brasil desde a última sexta-feira (1º) já deixaram ao menos 10 mortos e três pessoas desaparecidas, além de milhares de desabrigados em diferentes regiões do país. Os impactos mais severos foram registrados em Pernambuco, Paraíba e Rio Grande do Sul, onde governos locais já decretaram estado de emergência diante da gravidade da situação.
Pernambuco concentra o maior número de vítimas. Ao todo, seis mortes foram confirmadas, principalmente na Região Metropolitana do Recife, onde deslizamentos de terra e alagamentos causaram destruição em diversas áreas. Mais de 1.900 pessoas ficaram desabrigadas no estado.
Na capital pernambucana, um desmoronamento no bairro Dois Unidos resultou na morte de uma mulher de 24 anos e do filho de 6. Uma bebê de 1 ano e 6 meses, também atingida, chegou a ser socorrida, mas não resistiu aos ferimentos. O pai das crianças segue internado. Em Olinda, outro deslizamento matou uma jovem de 20 anos e seu bebê de apenas 6 meses no bairro Passarinho. Já em São Lourenço da Mata, um homem de 34 anos morreu após desaparecer durante as chuvas, possivelmente vítima de afogamento.
Entre os municípios mais afetados em Pernambuco estão Recife, com 671 desabrigados e três mortes, e Olinda, com 170 desabrigados e dois óbitos. Cidades como Goiana, Timbaúba, Paulista, Igarassu, Camaragibe e Limoeiro também registraram altos números de desalojados e prejuízos estruturais.
Na Paraíba, o cenário também é crítico. Cerca de 1.800 famílias foram obrigadas a deixar suas casas após alagamentos. Em Guarabira, dois homens morreram após sofrerem descarga elétrica enquanto trabalhavam na organização de um evento do Dia do Trabalhador. Já em João Pessoa, 11 famílias foram retiradas da comunidade Engenho Velho e encaminhadas para abrigos públicos. Em apenas 48 horas, o volume de chuva chegou a 219 milímetros, segundo dados do Cemaden.
No Sul do país, o Rio Grande do Sul enfrenta chuvas intensas que também já provocaram mortes e destruição. Dois óbitos estão sob investigação e podem ter relação com o temporal, incluindo casos de choque elétrico e queda de árvore. Em Pelotas, o naufrágio de uma embarcação deixou um pescador morto e três pessoas desaparecidas, embora ainda não haja confirmação de ligação direta com o mau tempo.
Cidades do interior gaúcho registraram volumes extremos de chuva. Em Rosário do Sul, foram 324 milímetros em apenas sete horas, o que provocou alagamentos em centenas de residências e deixou mais de 500 pessoas desalojadas. Ao menos 19 municípios reportaram danos à Defesa Civil.
As chuvas também impactaram a infraestrutura, com rodovias bloqueadas e trechos destruídos. A RS-348, por exemplo, sofreu danos significativos entre Faxinal do Soturno e Ivorá. Em diversas regiões, o risco de novos deslizamentos mantém autoridades em alerta, enquanto equipes de resgate seguem mobilizadas para atender as ocorrências e prestar assistência às vítimas.
Diante da previsão de continuidade das chuvas, órgãos de monitoramento reforçam a importância de atenção redobrada em áreas de risco e o cumprimento das orientações da Defesa Civil.
Da redação Estrutural On-line

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