Condenado à prisão perpétua, ex-chefe do Cartel de Sinaloa envia carta a tribunal de Nova York pedindo extradição e novo julgamento
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| Imagem de Marcello Rabozzi por Pixabay |
O narcotraficante mexicano Joaquín “El Chapo” Guzmán, um dos criminosos mais conhecidos do mundo, voltou a acionar a Justiça dos Estados Unidos ao pedir, em carta recente, sua extradição para o México. Atualmente preso em uma penitenciária de segurança máxima no Colorado, ele afirma que teve direitos desrespeitados durante o processo que resultou em sua condenação à prisão perpétua.
O documento foi enviado diretamente ao tribunal federal do Distrito Leste de Nova York, no Brooklyn, sem a participação de advogados, e protocolado no setor responsável por petições de réus sem representação legal. Na mensagem, datada de 23 de abril e recebida no dia 1º de maio, Guzmán declara que deseja retornar ao México para responder a acusações ainda pendentes em seu país de origem.
Na carta, escrita em inglês com diversos erros, o ex-líder do Cartel de Sinaloa afirma estar em busca de “tratamento igual perante a lei” e sustenta que existem provas relevantes que não teriam sido consideradas durante seu julgamento nos Estados Unidos. Ele também menciona a possibilidade de um novo julgamento, caso recursos em andamento avancem.
Apesar das alegações, El Chapo não detalha quais direitos teriam sido violados nem apresenta fundamentos jurídicos específicos que sustentem o pedido de extradição. Ele ainda sugere uma articulação entre autoridades mexicanas e norte-americanas para viabilizar seu retorno.
Preso na unidade ADX Florence, conhecida por abrigar criminosos de alta periculosidade, Guzmán já havia encaminhado outras comunicações às autoridades reclamando das condições de detenção.
Considerado um dos maiores nomes do narcotráfico internacional, El Chapo liderou o Cartel de Sinaloa, organização responsável por abastecer os Estados Unidos com grandes quantidades de drogas. Sua trajetória também ficou marcada por fugas audaciosas em presídios mexicanos, incluindo uma em 2001, escondido em um carrinho de lavanderia, e outra em 2015, por meio de um túnel subterrâneo ligado à sua cela.
Recapturado em 2016 e posteriormente extraditado aos Estados Unidos, ele foi condenado em 2019 por crimes como tráfico internacional de drogas, lavagem de dinheiro e participação em organização criminosa. Em 2022, a Justiça norte-americana manteve integralmente a sentença após análise de recursos apresentados pela defesa.
Da redação Estrutural On-line

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