Estudo da UnB destaca eficácia de máscara com tecnologia capaz de neutralizar até 99% dos vírus respiratórios
![]() |
| Anastácia Vaz/Secom UnB |
O aumento dos casos de gripe K no Distrito Federal acendeu um alerta entre especialistas da área da saúde, que voltam a recomendar o uso de máscaras em situações específicas para conter a disseminação de vírus respiratórios. A preocupação cresce após a confirmação de mortes e novos diagnósticos da doença na região.
De acordo com dados recentes, o DF já registrou a morte de uma adolescente de 17 anos, além de outros cinco casos confirmados de influenza. O cenário acompanha uma tendência mais ampla de crescimento das Síndromes Respiratórias Agudas Graves (SRAG), também observada em estados vizinhos.
A pesquisadora da Universidade de Brasília (UnB), Marcella Lemos Brettas Carneiro, reforça que o uso de máscaras deve ser retomado de forma estratégica, principalmente em ambientes fechados, com pouca ventilação ou em situações de aglomeração.
Entre os locais indicados estão transportes públicos, unidades de saúde, salas de espera e ambientes institucionais. A recomendação também se aplica a pessoas com sintomas gripais, como forma de reduzir a transmissão.
Apesar da orientação, os especialistas ressaltam que não há necessidade de uso contínuo para toda a população. A medida deve ser adotada principalmente em períodos de maior circulação viral e por grupos mais vulneráveis, como idosos, imunossuprimidos, pessoas com comorbidades e profissionais da saúde.
Além do uso de máscaras, medidas como vacinação, higienização frequente das mãos e isolamento em caso de sintomas continuam sendo fundamentais para o controle da doença.
Tecnologia brasileira ganha destaque
No contexto atual, ganha relevância a Máscara Vesta, desenvolvida pela UnB durante a pandemia de Covid-19. O equipamento utiliza nanotecnologia e é capaz de filtrar e inativar até 99% de vírus, incluindo influenza e coronavírus, além de bactérias e fungos.
Diferente das máscaras tradicionais, que funcionam como barreira física, a Vesta incorpora uma camada tecnológica com ação ativa contra micro-organismos. O produto é do tipo PFF2 e utiliza quitosana — substância derivada de crustáceos e insumos agrícolas — em sua composição.
O projeto envolveu mais de 90 pesquisadores e contou com financiamento do Fundo de Apoio à Pesquisa do Distrito Federal (FAPDF), além de gestão da Fundação de Empreendimentos Científicos e Tecnológicos (Finatec).
Testada em profissionais de saúde do Hospital Regional da Asa Norte (Hran), a máscara passou a ser distribuída em redes hospitalares a partir de 2022, após avanços nos estudos clínicos.
Cenário regional preocupa autoridades
Em Goiás, três casos da doença já foram confirmados nas cidades de Caldas Novas, Anápolis e Itumbiara. Diante do aumento das internações e da alta ocupação de leitos de UTI, o governo estadual decretou situação de emergência na saúde.
O avanço da gripe K reforça a importância da prevenção e da vigilância epidemiológica, especialmente em períodos de maior circulação de vírus respiratórios, exigindo atenção redobrada da população e das autoridades de saúde.
Da redação Estrutural On-line

Nenhum comentário
Agradecemos pelo comentário.