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Boko Haram faz ultimato e ameaça executar mais de 400 reféns na Nigéria em 72 horas

Grupo terrorista exige pagamento milionário e divulga vídeo com ameaças contra mulheres e crianças; governo ainda não respondeu


Reprodução/ Redes sociais

O grupo extremista Boko Haram voltou a provocar tensão internacional ao ameaçar executar mais de 400 reféns na Nigéria caso suas exigências não sejam atendidas dentro de 72 horas. Entre as vítimas estão mulheres e crianças, o que amplia a gravidade da situação humanitária.

A ameaça foi divulgada por meio de um vídeo enviado à imprensa local, no qual homens armados e com os rostos cobertos fazem um ultimato ao governo nigeriano. O grupo exige o pagamento de um resgate superior a R$ 18,5 milhões e afirma que, se a quantia não for entregue no prazo estipulado, os reféns “nunca mais serão vistos”.

Durante a gravação, um porta-voz do Boko Haram descreve a mensagem como a “primeira e última advertência”. Em outro trecho, um integrante reforça que, caso não haja acordo, os reféns poderão ser levados para locais desconhecidos, dificultando qualquer tentativa de resgate. A declaração termina com uma ordem direta para que o prazo não seja ultrapassado.

Até o momento, o governo da Nigéria não se pronunciou oficialmente sobre o caso, o que aumenta a apreensão diante da possibilidade de uma tragédia em larga escala.

O Boko Haram, cujo nome pode ser traduzido como “a educação ocidental é proibida”, é conhecido por sua atuação violenta e por defender uma interpretação radical do islamismo, rejeitando valores ocidentais como a democracia e o ensino laico.

Desde 2009, o grupo intensificou suas ações armadas, incluindo atentados suicidas, massacres e sequestros em massa. Um dos episódios mais emblemáticos ocorreu em 2014, quando quase 300 estudantes foram sequestradas na cidade de Chibok, gerando comoção mundial.

A atuação do Boko Haram também ultrapassou as fronteiras da Nigéria, atingindo países vizinhos como Camarões, Níger e Chade, especialmente na região do Lago Chade. Mesmo após operações militares conduzidas por forças locais e uma coalizão regional, o grupo continua ativo e representa uma das maiores ameaças à segurança na África.

A divulgação do novo ultimato reacende o alerta global sobre o avanço do extremismo e a vulnerabilidade de populações civis diante de conflitos prolongados na região.

Da redação Estrutural On-line

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