Page Nav

HIDE

Gradient Skin

Gradient_Skin

Navio de pesquisas com seis décadas de história inclina no Porto de Santos após infiltração de água

Embarcação científica Professor W. Besnard sofreu danos no casco, adernou no cais e deverá ser levada a um estaleiro para avaliação e possível recuperação


Instagram/@portodesantosbr

Uma embarcação considerada símbolo da pesquisa oceanográfica brasileira sofreu um incidente no Porto de Santos, no litoral de São Paulo. O navio Professor W. Besnard, com cerca de 60 anos de história, tombou parcialmente na noite de sexta-feira (13/3) após apresentar infiltração de água em seu casco enquanto estava atracado no cais.

De acordo com a Autoridade Portuária de Santos, equipes de emergência foram acionadas e adotaram medidas imediatas para evitar riscos. A embarcação recebeu reforço nas amarrações e foi instalado um cerco de contenção ambiental ao redor do navio, como forma de prevenir possíveis impactos.

Segundo o órgão, no momento o incidente não representa perigo para a navegação no canal do porto, considerado o maior complexo portuário da América Latina.

Remoção e avaliação estrutural

A embarcação pertence ao Instituto do Mar e deverá ser retirada do local para passar por análise técnica em um estaleiro. A intenção é verificar a extensão dos danos e avaliar a possibilidade de recuperação da estrutura.

O presidente da Autoridade Portuária de Santos, Anderson Pomini, explicou que o navio sofreu avarias no casco, o que permitiu a entrada de água e provocou a inclinação da embarcação.

Ele também destacou que a instituição proprietária é uma organização sem fins lucrativos que há anos tenta restaurar o navio, mas enfrenta limitações financeiras.

Mobilização para preservar patrimônio

Diante da importância histórica da embarcação, a Autoridade Portuária pretende buscar apoio de empresas e parceiros da comunidade portuária para tentar recuperar o navio.

Segundo Pomini, mesmo que a restauração completa não seja possível, existe a intenção de preservar parte da estrutura como patrimônio histórico. Uma das possibilidades estudadas é expor partes do navio no Parque Valongo, área de revitalização localizada na região portuária de Santos.

Por se tratar de uma empresa pública, o Porto de Santos não pode arcar diretamente com os custos da recuperação. Ainda assim, a administração pretende articular parcerias para evitar que um dos marcos da pesquisa marítima brasileira seja perdido.

Da redação Estrutural On-line

Nenhum comentário

Agradecemos pelo comentário.