Embarcação científica Professor W. Besnard sofreu danos no casco, adernou no cais e deverá ser levada a um estaleiro para avaliação e possível recuperação
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Uma embarcação considerada símbolo da pesquisa oceanográfica brasileira sofreu um incidente no Porto de Santos, no litoral de São Paulo. O navio Professor W. Besnard, com cerca de 60 anos de história, tombou parcialmente na noite de sexta-feira (13/3) após apresentar infiltração de água em seu casco enquanto estava atracado no cais.
De acordo com a Autoridade Portuária de Santos, equipes de emergência foram acionadas e adotaram medidas imediatas para evitar riscos. A embarcação recebeu reforço nas amarrações e foi instalado um cerco de contenção ambiental ao redor do navio, como forma de prevenir possíveis impactos.
Segundo o órgão, no momento o incidente não representa perigo para a navegação no canal do porto, considerado o maior complexo portuário da América Latina.
Remoção e avaliação estrutural
A embarcação pertence ao Instituto do Mar e deverá ser retirada do local para passar por análise técnica em um estaleiro. A intenção é verificar a extensão dos danos e avaliar a possibilidade de recuperação da estrutura.
O presidente da Autoridade Portuária de Santos, Anderson Pomini, explicou que o navio sofreu avarias no casco, o que permitiu a entrada de água e provocou a inclinação da embarcação.
Ele também destacou que a instituição proprietária é uma organização sem fins lucrativos que há anos tenta restaurar o navio, mas enfrenta limitações financeiras.
Mobilização para preservar patrimônio
Diante da importância histórica da embarcação, a Autoridade Portuária pretende buscar apoio de empresas e parceiros da comunidade portuária para tentar recuperar o navio.
Segundo Pomini, mesmo que a restauração completa não seja possível, existe a intenção de preservar parte da estrutura como patrimônio histórico. Uma das possibilidades estudadas é expor partes do navio no Parque Valongo, área de revitalização localizada na região portuária de Santos.
Por se tratar de uma empresa pública, o Porto de Santos não pode arcar diretamente com os custos da recuperação. Ainda assim, a administração pretende articular parcerias para evitar que um dos marcos da pesquisa marítima brasileira seja perdido.
Da redação Estrutural On-line

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