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Restos mortais dos Mamonas Assassinas serão transferidos para memorial ecológico em Guarulhos

Projeto prevê cremação e criação de espaço aberto ao público três décadas após tragédia aérea


Reprodução / internet

Trinta anos após o acidente aéreo que interrompeu de forma abrupta a trajetória dos Mamonas Assassinas, os corpos dos integrantes da banda passarão por exumação nesta segunda-feira (23/2). A medida faz parte de um projeto que pretende transformar o local onde estão sepultados em um memorial com proposta ambiental e de convivência comunitária.

Os músicos Dinho, Bento Hinoto, Samuel Reoli, Júlio Rasec e Sérgio Reoli estão enterrados no Cemitério Primaveras, em Guarulhos, na Grande São Paulo. Após a exumação, os restos mortais serão cremados. As cinzas serão utilizadas na criação do chamado Jardim BioParque Memorial Mamonas, espaço que unirá homenagem e preservação ambiental.

A iniciativa propõe um conceito diferenciado de tributo póstumo: as cinzas serão incorporadas ao plantio de árvores nativas, formando um jardim permanente em memória do grupo. A área também deverá ser aberta à visitação pública e poderá receber homenagens de moradores da cidade que desejem adotar o mesmo modelo para seus familiares.

Além dos cinco músicos, o segurança Sérgio Saturnino Porto, que também morreu na tragédia, foi sepultado no mesmo cemitério. Até o momento, não há confirmação se os restos mortais dele farão parte do mesmo processo.

Tragédia que marcou os anos 1990

O acidente ocorreu na noite de 2 de março de 1996. A banda retornava de um show em Brasília a bordo de um jato Learjet 25D, prefixo PT-LSD, quando a aeronave colidiu com a Serra da Cantareira, na região norte da capital paulista, durante procedimento de aproximação para pouso.

Além dos integrantes e do segurança, morreram o piloto Jorge Luiz Germano Martins, o copiloto Alberto Takeda e o assistente de palco Isaac Souto.

Na época, o grupo vivia o momento mais bem-sucedido da carreira. O álbum de estreia, lançado em junho de 1995, havia alcançado cerca de 1,8 milhão de cópias vendidas apenas naquele ano. Com agenda lotada em todo o país, os Mamonas se preparavam para novos projetos, incluindo compromissos internacionais e a produção de um segundo disco.

Três décadas depois, o novo memorial pretende manter viva a memória da banda que marcou gerações com humor irreverente e mistura de estilos musicais, transformando lembrança em espaço de convivência e preservação ambiental.

Da redação Estrutural On-line

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