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Genebra volta a sediar diálogo entre Kiev e Moscou com mediação americana

Terceira rodada de tratativas em 2026 busca avanços sobre cessar-fogo, territórios e troca de prisioneiros


Imagem de Gerd Altmann por Pixabay

Representantes da Ucrânia e da Rússia se reúnem nos dias 17 e 18 de fevereiro, em Genebra, na Suíça, para uma nova tentativa de avançar nas negociações diplomáticas que visam encerrar o conflito iniciado há quatro anos. Os Estados Unidos atuam como mediadores do encontro, que marca a terceira rodada de conversas apenas em 2026.

As reuniões anteriores ocorreram nos Emirados Árabes Unidos, em janeiro e no início de fevereiro. Embora ambas as partes tenham classificado os diálogos como produtivos, os confrontos armados continuaram no terreno.

Na véspera da nova rodada, o presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, acusou Moscou de promover mais um ataque contra a infraestrutura energética do país no domingo (15/2). Segundo ele, as forças de defesa aérea da Ucrânia reagiram à ofensiva. O líder ucraniano criticou o fato de os bombardeios persistirem mesmo diante das negociações diplomáticas em curso.

Pauta ampliada

Do lado russo, o porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, afirmou que o encontro em Genebra terá uma agenda mais abrangente que as anteriores. Entre os temas previstos estão disputas territoriais, propostas de cessar-fogo, questões econômicas e possíveis trocas de prisioneiros de guerra.

A delegação da Rússia, de acordo com a agência estatal TASS, é formada por cerca de 20 integrantes. O grupo é liderado por Vladimir Medinsky, assessor do presidente Vladimir Putin. Peskov declarou que Putin forneceu orientações detalhadas aos negociadores e acompanha de perto o andamento das tratativas.

Expectativas e críticas

Pela Ucrânia, a comitiva é chefiada por integrantes do gabinete presidencial. Kyrylo Budanov, chefe da administração da Presidência, confirmou a viagem à Suíça por meio de publicação nas redes sociais, afirmando que a delegação já estava a caminho de Genebra.

Zelensky declarou esperar que as discussões sejam “sérias e substanciais”, mas demonstrou insatisfação com a postura dos Estados Unidos nas conversas. Segundo ele, Washington tem insistido mais em concessões por parte da Ucrânia do que da Rússia.

O encontro ocorre em meio à continuidade dos combates e à pressão internacional por um acordo que possa interromper as hostilidades. Apesar das dificuldades enfrentadas nas rodadas anteriores, diplomatas envolvidos nas negociações avaliam que a ampliação da pauta pode abrir espaço para avanços concretos.

Da redação Estrutural On-line

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