Eventos de baixa intensidade ocorreram em Felixlândia e não causaram danos nem foram percebidos pela população
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| Centro de Sismologia da USP e da RSBR |
Moradores de Felixlândia, na região Central de Minas Gerais, tiveram o município incluído no mapa da atividade sísmica brasileira nesta terça-feira (17/2). Dois tremores de baixa magnitude foram identificados ao longo do dia por estações de monitoramento, embora não haja relatos de que tenham sido sentidos pela população.
O primeiro registro ocorreu às 10h11 e atingiu magnitude 2,4. Já o segundo foi detectado às 19h28, com intensidade ligeiramente maior, de 2,5. Apesar da proximidade temporal entre os eventos, não houve registro de danos estruturais ou chamados para a Defesa Civil.
Os dados foram captados pela Rede Sismográfica Brasileira (RSBR) e posteriormente analisados pelo Centro de Sismologia da Universidade de São Paulo (USP), responsável pelo monitoramento técnico desse tipo de ocorrência no país.
De acordo com o sismólogo Bruno Collaço, integrante da USP e da RSBR, pequenos abalos são resultado de pressões naturais que atuam na crosta terrestre. Ele explica que Minas Gerais concentra o maior número de registros sísmicos no Brasil, o que torna episódios como esses relativamente comuns no estado.
Este é o terceiro tremor identificado em território mineiro em apenas uma semana. No último dia 11 de fevereiro, um abalo de magnitude 3,0 foi registrado em Montes Claros, no Norte do estado.
Especialistas reforçam que eventos com magnitude abaixo de 3,0 costumam ter baixo potencial de impacto e raramente provocam danos significativos, sendo detectados, na maioria das vezes, apenas por equipamentos de monitoramento.
Da redação Estrutural On-line

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