Rap viraliza nas redes ao defender ação policial e criticar uso de prerrogativas parlamentares
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A polêmica envolvendo o deputado distrital Fábio Félix (PSOL) e a Polícia Militar do Distrito Federal (PMDF), durante o bloco Rebu, no Setor Comercial Sul, ganhou novos contornos nas redes sociais. O episódio, registrado na última segunda-feira (16/2), virou tema de memes e inspirou um rap que viralizou em páginas de Brasília, defendendo a atuação dos policiais e ironizando a tentativa do parlamentar de impor autoridade no meio da ocorrência.
Intitulada “A Carteirada sem Valor: Moral na Capital”, a música — de autoria desconhecida — retrata o episódio e sustenta que o deputado tentou usar o cargo para interferir na ação policial. A letra afirma que, diante da insistência do distrital em dar voz de prisão a um policial que atuava na contenção, a “carteirada” não teria surtido efeito.
A confusão começou após a prisão de uma pessoa flagrada com maconha durante fiscalização no bloco. Segundo a PMDF, cães farejadores identificaram o entorpecente, o que levou à abordagem e detenção. No momento da ocorrência, foi montada uma barreira policial para garantir a segurança e a continuidade da operação.
De acordo com a corporação, o deputado se aproximou da linha de contenção e chegou a encostar em um dos militares que atuavam no bloqueio. Diante da situação, o policial utilizou spray de pimenta — instrumento classificado como de baixo potencial ofensivo — para manter a integridade da equipe e evitar desorganização da ação.
A PMDF sustenta que a intervenção foi proporcional e necessária para preservar a ordem pública. Para a corporação, não há prerrogativa parlamentar que permita interferir em uma ocorrência em andamento ou constranger agentes no exercício da função.
Nas redes sociais, internautas reagiram majoritariamente em defesa dos policiais. O rap que viralizou reforça a narrativa de que, no Distrito Federal, a atuação da PM deve prevalecer sobre tentativas de intimidação política. Trechos da música destacam que “na PMDF, a lei é quem vai governar”, em crítica direta ao que seria uma tentativa de uso indevido de autoridade.
O caso foi encaminhado à 5ª Delegacia de Polícia, que apura os fatos. Enquanto isso, a repercussão digital transformou o episódio em debate sobre limites da atuação parlamentar e respeito à autonomia das forças de segurança durante grandes eventos públicos.
Da redação Estrutural On-line

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