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Babá brasileira recebe pena máxima por envolvimento em duplo homicídio na Virgínia-EUA

Sentença de 10 anos foi confirmada pela Justiça do condado de Fairfax; jovem admitiu participação e firmou acordo com a promotoria


Reprodução/Redes sociais

A Justiça do estado da Virgínia, nos Estados Unidos, condenou nesta sexta-feira (13) a brasileira Juliana Peres Magalhães, de 23 anos, a 10 anos de prisão por participação nas mortes de Christine Banfield e Joseph Ryan. A decisão foi proferida por um tribunal do condado de Fairfax, onde o crime ocorreu em fevereiro de 2023.

Juliana trabalhava como babá para a família Banfield e vivia na residência do casal por meio de um programa de intercâmbio cultural. Durante o período em que prestava serviços à família, ela iniciou um relacionamento com Brendan Banfield, marido de Christine. Segundo depoimento prestado no processo, o crime teria sido motivado pelo desejo de que os dois pudessem manter a relação sem impedimentos.

Presa desde a época dos fatos, a brasileira optou por colaborar com as investigações e fechou um acordo com a Promotoria. Inicialmente acusada de homicídio em segundo grau e porte ilegal de arma de fogo, ela teve a imputação alterada para “manslaughter” — modalidade de homicídio com pena mais branda, cuja condenação máxima prevista é de 10 anos.

Mesmo com a recomendação do Ministério Público para que a sentença levasse em conta os pouco mais de dois anos já cumpridos em prisão preventiva, a juíza responsável pelo caso decidiu aplicar a pena no limite máximo permitido pelo acordo.

Brendan Banfield, de 40 anos, era investigador criminal vinculado ao Internal Revenue Service (IRS), órgão equivalente à Receita Federal norte-americana. Já Christine Banfield, de 37 anos, atuava como enfermeira especializada em atendimento neonatal. O caso teve ampla repercussão local pela gravidade dos fatos e pelo perfil dos envolvidos.

Trajetória nos Estados Unidos

Natural de São Paulo e formada em enfermagem, Juliana se mudou para os Estados Unidos em outubro de 2021 por meio de um programa de intercâmbio que permite a jovens trabalhar como au pair. A iniciativa prevê que o participante resida com uma família anfitriã por até dois anos, recebendo moradia, alimentação e remuneração semanal em troca dos cuidados com crianças.

Ela passou a morar com os Banfield em Fairfax, cidade situada a cerca de 30 minutos da capital Washington, D.C., e com população estimada em 25 mil habitantes. Juliana era responsável pelos cuidados da filha pequena do casal.

Após a audiência que definiu a sentença, os advogados de defesa não se manifestaram publicamente. O caso segue encerrado na esfera criminal quanto à participação da brasileira, que cumprirá a pena no sistema prisional norte-americano.

Da redação Estrutural On-line

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