Reintegração de Magda Mofatto ao PL busca unificar a direita e consolidar aliança em torno de Daniel Vilela
A deputada federal Magda Mofatto reassumiu posição de destaque no Partido Liberal (PL) em Goiás, em um movimento político que visa ampliar a base de apoio ao projeto eleitoral do vice-governador Daniel Vilela (MDB). A articulação tem como objetivo principal alinhar a legenda à candidatura do emedebista ao Palácio das Esmeraldas e reduzir tensões internas no campo da direita goiana.
A volta da parlamentar ao PL foi oficializada na terça-feira (13) e contou com diálogo direto com o governador Ronaldo Caiado (União Brasil), além de interlocução com a direção nacional do partido, presidida por Valdemar Costa Neto. Nos últimos dois anos, Magda esteve à frente do PRD, mas agora retorna ao partido onde construiu parte de sua trajetória política para atuar como ponte entre diferentes correntes conservadoras do estado.
O movimento também redesenha o cenário eleitoral dentro do PL. Nos bastidores, a expectativa é que a legenda retire qualquer sinalização de candidatura própria ao governo estadual, o que esvazia o projeto do senador Wilder Morais e abre espaço para uma composição ampla em torno de Daniel Vilela. Pesquisas internas indicam que o vice-governador aparece competitivo a ponto de disputar a eleição com chances de vitória já no primeiro turno.
Em contrapartida ao apoio do PL, a base governista estuda apoiar o deputado federal Gustavo Gayer (PL) na corrida pela segunda vaga ao Senado em 2026. A primeira vaga tem como nome mais forte a primeira-dama Gracinha Caiado, que lidera os levantamentos de intenção de voto divulgados até o momento.
Com a nova configuração, Magda Mofatto surge como cotada para assumir o comando estadual do PL, substituindo Wilder Morais na presidência da sigla em Goiás. A mudança, se confirmada, tende a consolidar o alinhamento do partido com o grupo político que hoje governa o estado. Segundo a deputada, o retorno ao PL foi motivado pela convicção de que a decisão trará benefícios tanto para a gestão estadual quanto para o projeto político liderado por Caiado.
A parlamentar também tem defendido a permanência de Wilder Morais no Senado Federal. Para ela, manter o senador no cargo é estratégico para o fortalecimento da direita no Congresso Nacional. Em entrevistas recentes, Magda alertou que uma eventual vitória de Wilder ao governo poderia resultar na ocupação de sua vaga por um suplente de perfil ideológico distinto, o que, segundo sua avaliação, enfraqueceria o campo conservador.
O rearranjo partidário reforça a tendência de unificação da base aliada em Goiás e sinaliza que as próximas eleições estaduais devem ser marcadas por alianças amplas e disputas concentradas em poucos nomes, com o objetivo de garantir estabilidade política e continuidade administrativa.
Da redação Estrutural on-line

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