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Após ofensiva dos EUA na Venezuela, Milei ironiza Lula e reforça discurso contra Maduro

Presidente argentino usa redes sociais para apoiar ação norte-americana, resgatar fala no Mercosul e provocar líder brasileiro ao associá-lo ao governo venezuelano


Reprodução/Redes sociais

A ofensiva militar realizada pelos Estados Unidos na Venezuela, na manhã deste sábado (3/1), também repercutiu no cenário político sul-americano. O presidente da Argentina, Javier Milei, utilizou as redes sociais para comemorar a ação e aproveitou o momento para provocar o presidente brasileiro Luiz Inácio Lula da Silva, associando-o ao agora detido Nicolás Maduro.

Em publicação na rede social X, Milei divulgou um vídeo com trechos de um discurso feito durante a cúpula do Mercosul, realizada em 20 de dezembro de 2025. Na edição do material, foi inserida uma imagem em que Lula aparece abraçado com Maduro, numa clara tentativa de vincular o chefe do Executivo brasileiro ao governo venezuelano.

No vídeo compartilhado, o presidente argentino critica duramente o regime de Caracas, classificado por ele como uma “ditadura cruel e desumana”, e afirma que esse tipo de governo não pode persistir no continente sob risco de afetar toda a região. Milei também elogia abertamente os Estados Unidos e o presidente Donald Trump pela iniciativa que, segundo ele, teria como objetivo libertar o povo venezuelano.

Ao comentar a publicação, Milei celebrou a ação militar e voltou a usar o slogan que marcou sua campanha eleitoral e se tornou uma de suas principais marcas políticas: “La libertad avanza. Viva la libertad, carajo”.

A ação mencionada pelo presidente argentino foi confirmada oficialmente por Donald Trump, que utilizou a rede Truth Social para anunciar a operação. Segundo o presidente norte-americano, os Estados Unidos realizaram um ataque de grande escala contra a Venezuela, que resultou na captura de Nicolás Maduro, retirado do país junto com sua esposa.

A movimentação de Milei amplia o clima de tensão diplomática na América do Sul, especialmente diante das diferentes posições adotadas pelos governos da região em relação à intervenção norte-americana e ao futuro político da Venezuela.

Da redação Estrutural On-line

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