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Cantora Avril Lavigne morreu e foi substituída por sósia?

Teoria da conspiração foi criada por internautas brasileiros no começo do século e possui adeptos até hoje


Divulgação / Montagem Estrutural On-line

A internet brasileira é um campo fértil para teorias da conspiração sobre famosos. No MonitoR7 já desmentimos algumas delas. Como a história de que Beyoncé tinha mantido Sia em um cativeiro ou a fanfic que Faustão e Selena Gomez seriam um casal.

Uma das mais histórias mais antigas envolve a cantora canadense Avril Lavigne, que se apresentou no Rock in Rio, no início de setembro, e fez show com ingressos esgotados em São Paulo neste mesmo mês.

Segundo a teoria, no auge da carreira, a artista teria tirado a própria vida e teria sido substituída por uma sósia. Os teóricos se baseiam em três principais pilares: a aparência da canadense, mudanças artísticas e supostas mensagens subliminares em músicas.

Em 2002, Avril estreou na música com o aclamado álbum Let Go, sucesso de vendas. Com os hits Sk8r Boy e Complicated, a canadense dominou as paradas de todo o mundo, indo à contramão das artistas do momento, como Britney Spears e Christina Aguilera, com um estilo autêntico.

Para quem acredita na teoria da conspiração, a pressão sobre a artista teria sido gigantesca por conta de todo sucesso e por ela ter apenas 17 anos quando estava no topo. Somado a isto, a morte do avô dela, em 2003, teria feito Avril entrar em uma depressão profunda, que teria causado a morte. Porém, para não perder o faturamento com a artista, a gravadora e a família teriam mantido a suposta partida precoce dela em segredo. Segundo a teoria, Avril teria sido substituída por uma mulher, muito parecida, chamada Melissa Edward Vandela.

A sósia, apesar de praticamente igual, teria algumas diferenças pontuais, como as sardas no rosto, uma marca de nascença na testa, o nariz mais fino e a estatura menor.

Mensagens subliminares em músicas

O sucessor de Let Go, Under My Skin, — lançado um ano depois da suposta substituição de Avril Lavigne — também foi um sucesso. Em duas faixas do álbum, os teóricos encontraram supostas mensagens subliminares.

No carro-chefe do disco, My Happy Ending, há uma passagem em que a cantora fala de uma "cidade morta" e de uma "corda pendurada alta", que seriam alusões ao suposto suicídio. 

Já Nobody's Home seria uma referência à noite em que Avril teria tirado a própria vida, em que a artista chegou em casa e "não tinha ninguém" e que "deitou sozinha e chorou".

Under My Skin é conhecido como o álbum mais triste e melancólico da carreira da canadense. De acordo com os teóricos, seria uma homenagem à cantora por continuarem o legado artístico dela.

Mudanças ao longo da carreira reforçam teorias

Com 20 anos de carreira, Avril é uma das artistas que se reinventaram várias vezes. Nos dois primeiros álbuns, ela apostou em uma sonoridade mais rock, marcada fortemente por guitarras, e com o estilo emo.

Já o terceiro disco, The Best Damn Thing, Avril possui influências pop, como fica claro no hit Girlfriend. Essas adaptações são comuns no meio da música e gigantes como Marron 5, Coldplay e Paramore já se aventuraram em sonoridades diferentes.

O maior espanto para os fãs, porém, foi o lançamento de Hello Kitty, faixa do álbum homônimo de 2013. Com versos em japonês e musicalidade eletrônica marcante. Desde então, Avril se aventurou ainda mais. No disco Head Above Water, de 2019, há uma canção em parceria com a rapper Nicki Minaj, o que muitas pessoas não esperariam da artista que explodiu em 2002.

Outra diferença no repertório apontada pela teoria é o timbre de Avril. Segundo alguns simpatizantes, a voz dela em Let Go, 20 anos atrás, difere da gravada em Love Sux, lançamento mais recente.

Avril Lavigne já se pronunciou sobre a teoria, em seu perfil oficial do Facebook, em 2017. "Isso é muito estranho. Acho que as pessoas não têm muito sobre o que falar no momento, então, pelo menos, estão falando. Acho bobo que qualquer um acredite nisso", escreveu a artista. "É um rumor gigante", finalizou a cantora sobre a conspiração criada no Brasil.

Por Eduardo Reis, estagiário do R7, sob supervisão de Camila Juliotti

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