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Campanha de Leandro Grass marcada por mentira e irregularidades

(foto: Nina Quintana)

A ação judicial eleitoral movida pelo candidato ao Governo do DF (GDF), Leandro Grass (PV/PT/PCdoB) contra o portal RadarDF, um dos maiores portais de notícias do Distrito Federal, sob acusação de fake news, foi para o ralo. Na sessão da tarde da última terça-feira (13/08), os desembargadores do Tribunal Regional Eleitoral-DF (TRE), foram unânimes no entendimento de que o artigo escrito pelo jornalista do portal, Toni Duarte, não era falso.

Tudo começa quando Leandro Grass promete em sua campanha eleitoral, que caso seja eleito, vai extinguir o Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (IGESDF), e transferir os 12 mil funcionários existentes para a Secretaria de Saúde, garantindo os seus empregos. Uma promessa sem qualquer embasamento jurídico com fins apenas eleitoreiros.

Acontece que, se é de conhecimento ou não de Leandro, o ingresso na Secretaria de Saúde, gerida pela administração Pública Direta,  é por meio de concurso público, diferente do regime de trabalho aplicado ao Iges, responsável pela administração do Hospital de Base de Brasília, que é celetista. Dessa forma, ao fechar as portas do Iges, os profissionais irão direto para o olho da rua.

Dentro dessa vertente, a dedução mais lógica é de que o candidato ao Buriti usou a promessa mentirosa para se promover.

Outra bola fora de Grass

Além de fazer promessa mentirosa em sua campanha, o candidato ao Buriti, Leandro Grass (PV/PT/PCdoB) infringiu a Legislação Eleitoral utilizando computação gráfica em sua propaganda com efeitos especiais em cães, em que o animal aparece falando. 

Porém, a pedido da coligação Unidos pelo DF, que tem o governador e candidato à reeleição, Ibaneis Rocha (MDB), como líder de chapa, o juiz auxiliar do Tribunal Regional Eleitoral do Distrito Federal (TRE-DF) Demetrius Gomes Cavalcanti concedeu, no último sábado (10/09), liminar para impedir a continuidade da divulgação da propaganda.

A legislação proíbe “montagens, trucagens, computação gráfica, desenhos animados e efeitos especiais” para evitar abuso de poder econômico, uma vez que esse tipo de propaganda "exige trabalho qualificado e de alto custo, que nem todos os candidatos podem arcar”, segundo o magistrado.

A assessoria da campanha de Leandro Grass disse, em nota, que “a propaganda não atacava ninguém, só mostrava a preocupação do Leandro Grass com os animais por meio de uma animação com cães e gatos. Mas já cumprimos a decisão do TRE.”

Mais irregularidades?

Como se não bastassem a mentira e os efeitos especiais utilizados por Leandro Grass em suas propagandas, o candidato do PT à Presidência da República, Luiz Inácio Lula da Silva, aparece no horário eleitoral do dia 12, ao lado de Leandro, utilizando 100% do tempo permitido de toda a propaganda. O tempo máximo de fala apoiando o outro candidato é de 25%.

No depoimento Lula diz: “Meus amigos e minhas amigas, o Distrito Federal não pode ficar de fora do grande esforço de reconstrução do Brasil. Por isso, o professor e deputado Leandro Grass é o meu candidato ao governo. Leandro é brasiliense, conhece muito bem o Plano Piloto e todas as cidades do DF. Pode estar certo: comigo na Presidência e Leandro Grass no governo, o Brasil e o Distrito Federal vão ser felizes de novo. Por isso, vote Leandro Grass governador.”

A irregularidade foi denunciada  pela coligação Unidos pelo DF, liderada pelo governador e candidato à reeleição, Ibaneis Rocha (MDB), ao Tribunal Regional Eleitoral do Distrito Federal (TRE-DF) que determinou a suspensão da propaganda eleitoral do candidato ao GDF pela federação PT-PV-PCdoB, nesta sexta-feira (16/09). 

Novamente, por meio de nota, a assessoria de Leandro reconheceu o excesso por parte do candidato Lula dizendo que ‘a coligação de Ibaneis tem razão”.

As representações no TRE-DF dos candidatos ao Palácio do Buriti por propaganda irregular, já são 29 até o momento.

Por Francisco Gelielçon
#EstruturalOnLine

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