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LISTA VIP? Documentos vazados revelam que usuários de alto nível não precisam seguir regras do Facebook

O porta-voz da rede social, Andy Stone usou seu perfil no Twitter para negar que existem duas classificações de usuários Informações sigilos...

O porta-voz da rede social, Andy Stone usou seu perfil no Twitter para negar que existem duas classificações de usuários


Informações sigilosas do Facebook vazaram e foram publicadas pelo The Wall Street Journal (WSJ), nesta segunda-feira (13), onde revelam que a rede social pretende desobrigar algumas celebridades, políticos ou pessoas públicas de notoriedade a seguir regras de usuário.
 
Segundo informações, o programa batizado como “XCheck” ou “verificação cruzada”, tinha como objetivo inicial revisar mais criteriosamente as medidas adotadas contra contas de maior visibilidade, porém essa ação acabou protegendo diversos usuários com um perfil relevante das regras que se aplicam.
 
De acordo com o WSJ, a ferramenta ‘XCheck’ acabou poupando personalidades cujas publicações eram polêmicas, podendo ser interpretadas como um incentivo à violência ou assédio. Caso o mesmo conteúdo tivesse sido publicado por usuários comuns, certamente teriam suas contas encerradas.
 
A publicação do jornal de Nova Iorque chegou a mencioar o o caso do jogador Neymar, que em 2019 divulgou no seu perfil do Facebook imagens de uma mulher nua que  o havia acusado de estupro, com a justificativa de se defender. O Facebook removeu as imagens da web.
 
O WSJ também citou o ex-presidente americano,  Donald Trump, como integrante da chamada “lista vip”. No entanto, a Big Tech, também conhecida como Tech Giants, GAFAM, Big Four ou Big Five é um nome dado às quatro ou cinco maiores e mais dominantes empresas na indústria de tecnologia da informação dos Estados Unidos, baniu o acesso do republicano em junho deste ano.
 
Ao todo, cerca de 5,8 milhões contas de usuários foram incluídas no XCheck em 2020. Via de regra o Facebook utiliza sistemas automatizados para identificar violações de suas regras contra assédio, conteúdo sexual, discurso de ódio ou incitamento à violência.
 
Na maioria dos casos, as publicações inadequadas são deletadas automaticamente, enquanto em outros são moderadores de empresas externas contratadas pela empresa de  Mark Zuckerberg que ficam responsáveis em analisar mensagens, fotos ou vídeos detectados por esses sistemas ou denunciados pelos internautas.
 
Vale salientar porém que as contas que atendem ao perfil e que são incluídas no XCheck, porém, tem um tratamento diferenciado e os moderadores não podem apagar o conteúdo imediatamente, mas essa ação passa pela verificação de funcionários do Facebook e, em alguns casos, para executivos especializados.
 
Procurado para falar sobre o assunto, o Facebook reconheceu os problemas deste sistema e tem buscado aperfeiçoar o programa.
 
O porta-voz da rede social, Andy Stone usou seu perfil no Twitter para negar que existem duas classificações de usuários e destacou que é realizado uma segunda revisão do conteúdo de algumas contas de alto perfil para evitar equívocos.

Ainda de acordo com Stone, a única coisa que as informações vazadas revelam é a disposição do Facebook em melhorar ainda mais esse programa e ressaltou que é isso que a rede social vem fazendo nos últimos anos.
 
“A reportagem do Journal também sugere que não éramos claros sobre a capacidade dos políticos de falar livremente na plataforma – sugerindo que isso de alguma forma é uma proteção secreta. Mas desde 2019, quando nós mesmos promovemos que a empresa adotaria essa abordagem para o discurso dos políticos, tem havido literalmente centenas de notícias críticas à nossa abordagem […] No final, no centro dessa história está a análise do próprio Facebook de que precisamos melhorar o programa. Sabemos que nossa aplicação não é perfeita e há compensações entre velocidade e precisão”, afirmou Stone.

Da redação Estrutural On-line

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