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CPI: Depoente confessa que pediu auxílio emergencial

“No momento, eu precisava. Não me orgulho disso, já falei que já entrei no Ministério para devolver e estou aqui para prestar esclarecimento...

“No momento, eu precisava. Não me orgulho disso, já falei que já entrei no Ministério para devolver e estou aqui para prestar esclarecimentos”


O representante da Davati no Brasil, Cristiano Carvalho, afirmou à Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI), após ter negado mais cedo, que ele teria se cadastrado no sistema para receber o auxílio emergencial. “Eu vou retificar a informação e dizer que fui eu mesmo que fiz.” Carvalho era pressionado pelo senador Marcos Rogério (DEM-RO), que tentava obter o nome da pessoa que havia feito o cadastro, já que, mais cedo havia informado que um “colega de dia a dia” havia feito o cadastro.

Segundo Cristiano, durante seis meses ele precisou do dinheiro para pagar contas. “No momento, eu precisava. Não me orgulho disso, já falei que já entrei no Ministério para devolver e estou aqui para prestar esclarecimentos sobre o que for necessário”, concluiu.

Marcos Rogério, então, relembrou a fala anterior do depoente. “O depoente acaba de narrar que mentiu conscientemente diante da CPI da Pandemia, sendo o caso da prisão em flagrante.”

Antes de se declarar responsável, o representante havia se recusado pela primeira vez a responder a pergunta. “Vou me resguardar ao direito do silêncio somente nessa questão.” Após isso, ele pediu ao presidente da mesa, o senador Omar Aziz, um tempo para ir ao banheiro.

Propina

Em outro momento, Cristiano admitiu que sabia sobre suposto pedido de propina na venda de vacinas ao Ministério da Saúde. “Primeira vez que veio diretamente a mim, sobre, ah, o nome do Robero Ferreira Dias envolvido nisso foi, acredito eu, que no dia 12 de março, na minha vinda até aqui (Brasília). Estávamos na Senah [ONG evangélica que participou das conversas]”, disse Carvalho.

O suposto pedido de propina foi revelado no final de junho pela Folha de São Paulo, com entrevista com o policial militar Luiz Paulo Dominghetti. Segundo ele, o ex-diretor de Logística da Saúde, Roberto Ferreira Dias, cobrou US$ 1 por dose para destravar uma compra de 400 milhões de doses da AstraZeneca.

Por Geovanna Bispo - Jornal de Brasília

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