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ESTRUTURAL - DF TEMPO AGORA

03/02/2018

Caminhões formam fila de até 3 horas para deixar entulho no lixão da Estrutural

Imagem aérea dos caminhões na entrada do lixão da Estrutural (Foto: TV Globo/Reprodução)
Mais de 50 caminhões fizeram fila, na manhã desta quinta-feira (1º), para conseguir entrar no lixão da Estrutural, no Distrito Federal. Motoristas relataram que o tempo de espera chegou a três horas.

A demora ocorreu porque os caminhões têm de passar por uma pesagem antes de serem liberados para descarregar o entulho. É o peso de cada veículo que define o valor que será pago pelo usuário.

Desde o início da semana, apenas caminhões que levem entulho da construção civil estão autorizados a dispensar lixo no terreno. Os outros rejeitos são enviados ao Aterro Sanitário de Brasília, em Samambaia.

Um dos motoristas afirmou ao G1 que apenas uma balança estava funcionando. "Nós temos condições de trabalhar assim. Como vamos pagar nossas contas? A situação aqui vai passando e ficando mais complicada", afirmou Heber Rossi.

Em nota, o Serviço de Limpeza Urbana (SLU) informou que "as duas balanças estão funcionando normalmente" e que a fila de caminhões foi formada "devido ao acúmulo de demandas ocasionadas pelo dias em que as atividades estiveram suspensas". O órgão disse que mais uma balança será colocada no local "em até duas semanas".

O estado do lixão
O lixão da Estrutural tem 200 hectares de área e é considerado o maior da América Latina e o segundo do mundo. Ele estava em atividade desde a década de 1950 e foi desativado em janeiro, após longa batalha judicial.

Os resíduos que permaneceram no lixão foram cobertos com terra para "facilitar a decomposição", segundo o SLU. Parte do terro, porém, continua funcionando como ponto de descarte de entulho da construção civil.

O lixão é considerado uma "irregularidade" pela Lei de Crimes Ambientais, de 1998, e pela Política Nacional do Meio Ambiente, de 1981. O depósito fica ao lado do Parque Nacional de Brasília, uma unidade de conservação que se estende por mais de 40 hectares.

Fonte: G1 DF
Por Braitner Moreira e Michele Mendes, G1 DF e TV Globo

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