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Moradores da Estrutural protestam contra instalação de abrigos sociais durante reunião do CONSEG

Comunidade cobra mais segurança, transparência e participação popular após instalação de unidades de acolhimento na região administrativa


Foto: Renato Alves/Agência Brasília

A instalação de abrigos sociais na Cidade Estrutural dominou os debates da reunião do Conselho Comunitário de Segurança (CONSEG), realizada na noite desta terça-feira (5), no auditório do CREAS. O encontro reuniu moradores, lideranças comunitárias e representantes do Governo do Distrito Federal para discutir os impactos da medida na segurança e na rotina da população local.

O tema expôs a preocupação da comunidade com a criação das unidades de acolhimento. Inicialmente, circulava a informação de que seriam instalados quatro albergues — três na Estrutural e um na Cidade do Automóvel. Entretanto, representantes da Secretaria de Desenvolvimento Social (Sedes) esclareceram durante a reunião que o projeto prevê três unidades no total, incluindo a da Cidade do Automóvel.

Segundo os organizadores, cerca de 100 moradores participaram do encontro e se posicionaram contra a permanência dos abrigos na região. Durante as manifestações, a população relatou aumento da sensação de insegurança, circulação de pessoas em situação de vulnerabilidade em áreas residenciais, tentativas de furtos, invasões e episódios de desordem próximos aos locais apontados para funcionamento das unidades e até tentativa de homicídio que ocorreu próximo a uma unidade de acolhimento.

As pessoas presentes também criticaram a falta de diálogo prévio com a comunidade antes da definição dos espaços. Outro ponto que gerou questionamentos foi o tempo de permanência das estruturas. De acordo com a Sedes, os contratos previstos para funcionamento dos abrigos terão duração inicial de cinco anos, com possibilidade de prorrogação pelo mesmo período.

Representantes da SEDES afirmaram ainda que os abrigos serão destinados exclusivamente a pessoas enquadradas em critérios específicos de acolhimento social, sem atender usuários de drogas em situação de rua. Apesar disso, moradores alegaram que já percebem aumento da presença dessas pessoas nas proximidades das unidades, o que, segundo eles, estaria provocando impactos diretos na segurança pública da região.

Diante do clima de tensão e das cobranças feitas pela população, a diretora da Sedes propôs a criação de uma comissão formada por cinco representantes da comunidade. O grupo deverá visitar os abrigos e participar de discussões com o governo em busca de alternativas e soluções que reduzam os impactos apontados pelos moradores.

A discussão sobre os albergues deve continuar nas próximas reuniões do CONSEG da Estrutural, com expectativa de novos debates entre governo e comunidade sobre políticas sociais, acolhimento e segurança pública no Distrito Federal.

Por Francisco Gelielçon
#EstruturalOnLine

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