Troca de acusações entre deputados estaduais termina com ameaça de morte dentro da Alego e amplia desgaste político no partido
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| Foto: Jefferson Rudy/Agência Senado |
A crise interna do Partido Liberal em Goiás ganhou novos capítulos após a ausência do senador Wilder Morais na votação do Senado Federal que analisou a indicação de Jorge Messias ao Supremo Tribunal Federal (STF). O episódio provocou forte reação entre aliados da direita goiana e acabou desencadeando um grave confronto verbal entre parlamentares da sigla na Assembleia Legislativa de Goiás (Alego).
O embate envolveu os deputados estaduais Amauri Ribeiro e Major Araújo, que trocaram ofensas públicas durante sessões plenárias e elevaram o clima de tensão dentro do PL goiano.
A polêmica começou no último dia 30 de abril, quando Amauri Ribeiro criticou duramente a ausência de Wilder Morais na votação considerada decisiva para barrar a indicação de Jorge Messias ao STF. Segundo o parlamentar, a falta do senador prejudicou a posição conservadora defendida por parte da bancada goiana.
Durante discurso na Alego, Amauri classificou a ausência como “uma vergonha para Goiás”, destacando que dois dos três senadores do estado votaram contra a indicação enquanto Wilder não compareceu à sessão.
Na sequência, Major Araújo saiu em defesa do senador e pré-candidato ao Governo de Goiás, atacando o posicionamento político de Amauri Ribeiro, que recentemente deixou o União Brasil para ingressar no PL. A troca de críticas rapidamente escalou para ataques pessoais e acusações públicas entre os parlamentares.
O clima ficou ainda mais tenso na quarta-feira (6), quando Amauri anunciou que cancelaria compromissos no interior do estado para comparecer presencialmente à sessão da quinta-feira (7), afirmando que queria resolver a situação “olho no olho”.
Na sessão seguinte, os dois deputados protagonizaram uma discussão acalorada no plenário da Assembleia Legislativa. Major Araújo chamou Amauri de “Joice Hasselmann do PL”, insinuando oportunismo político e ataques internos ao partido. Em resposta, Amauri rebateu chamando o colega de “soldadinho de brinquedo”.
As ofensas continuaram com troca de xingamentos como “burro”, “canalha”, “vagabundo” e “safado”, até que a situação saiu do controle e a sessão precisou ser encerrada antecipadamente.
Mesmo após o fim oficial da sessão, a discussão prosseguiu nos corredores da Alego. Segundo relatos, Amauri Ribeiro teria afirmado: “Não deixa eu pôr a mão em você não”. Em seguida, Major Araújo respondeu com ameaça: “Põe a mão em mim pra você ver. Amanhã você amanhece morto”.
Diante da gravidade da situação, a polícia foi acionada para conter o tumulto. Pouco depois, os dois parlamentares deixaram o plenário.
Esse caso mostra o nível das divisões internas do PL em Goiás em meio às articulações para as eleições estaduais de 2026 e amplia a repercussão negativa envolvendo lideranças conservadoras no estado.
Da redação Estrutural on-line

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