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Trump rejeita uso de arma nuclear contra o Irã e defende estratégia militar convencional

Presidente dos EUA critica questionamento sobre ataque atômico e afirma que forças americanas já enfraqueceram infraestrutura iraniana


Estrutural On-line

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta quinta-feira (23/4) que não considera o uso de armas nucleares no conflito com o Irã, reforçando que a estratégia norte-americana segue baseada em ações militares convencionais e pressão diplomática.

Durante entrevista concedida no Salão Oval da Casa Branca, Trump respondeu de forma direta ao ser questionado sobre a possibilidade de um ataque nuclear. “Não”, disse, antes de criticar o teor da pergunta. “Por que alguém faria uma pergunta dessas? Não faz sentido usar uma arma nuclear”, declarou.

Segundo o presidente, as forças dos EUA já teriam causado impactos significativos na capacidade militar iraniana sem necessidade de escalada extrema. Ele afirmou que parte relevante da estrutura estratégica do país foi neutralizada, incluindo sistemas ligados à produção de mísseis e drones.

As declarações ocorrem em meio ao aumento da tensão entre Washington e Teerã. Trump indicou que cerca de 78% dos objetivos militares já teriam sido alcançados e alertou que poderá concluir a ofensiva caso não haja avanço nas negociações. “Se não houver acordo, os alvos restantes serão atingidos”, afirmou.

Apesar do discurso firme, o governo norte-americano segue defendendo uma solução diplomática para o impasse. Trump destacou que os Estados Unidos não estão sob pressão para fechar um acordo imediato e que consideram ter vantagem nas tratativas.

No cenário militar, os EUA mantêm presença estratégica no Estreito de Ormuz, área vital para o transporte global de petróleo. De acordo com o Comando Central, dezenas de embarcações já foram forçadas a retornar aos portos, aumentando a pressão econômica sobre o Irã.

Relatórios de inteligência também apontam que, mesmo após um eventual cessar-fogo, operações como a desminagem da região podem se estender por meses, evidenciando a complexidade do conflito.

Enquanto isso, as negociações seguem sem prazo definido e marcadas por desconfiança entre as partes, com Washington reiterando que qualquer acordo deverá atender aos interesses dos Estados Unidos e de seus aliados.

Da redação Estrutural On-line

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