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Sergio Moro fala sobre à rejeição de Jorge Messias no STF e destaca marco histórico no Senado

Senador destaca decisão como sinal de independência institucional após votação que barrou indicação do governo Lula


Vinícius Schmidt/Metrópoles @vinicius.foto

O senador Sergio Moro (PL) se manifestou nesta quarta-feira (29) após o Senado Federal rejeitar a indicação do advogado-geral da União, Jorge Messias, ao Supremo Tribunal Federal (STF). A decisão, tomada por 42 votos contrários e 34 favoráveis, representa um episódio raro na história política brasileira.

Em publicação nas redes sociais, Moro classificou o resultado como um momento histórico e afirmou que a decisão reforça a autonomia das instituições. O parlamentar também destacou a importância de um Supremo independente, desvinculado de influências do Poder Executivo.

A indicação de Messias havia sido feita pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) para ocupar a vaga deixada pela aposentadoria do ministro Luís Roberto Barroso, em 2025. No entanto, o nome enfrentou forte resistência durante a tramitação no Senado.

O placar final refletiu a articulação de setores da oposição, além de divergências internas no próprio Congresso. A condução do processo também foi marcada pela postura do presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), que não atuou diretamente pela aprovação do indicado.

A rejeição ganha ainda mais relevância por seu caráter inédito: é a primeira vez, em mais de 130 anos, que um nome indicado ao STF é recusado pelo Senado. O único precedente semelhante remonta ao século XIX, em 1894.

Durante a análise da indicação, parlamentares apontaram questionamentos sobre o perfil e as posições de Messias, especialmente após sua sabatina na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ). Apesar de ter obtido aprovação no colegiado, o apoio não se sustentou no plenário.

Ao comentar o resultado, Moro afirmou que o Senado respondeu às discussões levantadas ao longo do processo e ressaltou que a decisão reflete o posicionamento dos representantes eleitos.

Com a rejeição, o governo federal terá de indicar um novo nome para o STF, em um cenário político mais desafiador e com maior necessidade de articulação no Congresso Nacional.

Da redação Estrutural On-line

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