Moradores revoltados com apagões prolongados e escassez de alimentos atacam sede política em Morón; autoridades confirmam cinco prisões e abertura de investigação
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| Reprodução/ T13 |
A madrugada deste sábado (14) foi marcada por tensão na cidade de Morón, no centro de Cuba, quando um grupo de manifestantes invadiu e incendiou uma sede do Partido Comunista em meio a protestos contra a crise energética e a falta de produtos básicos no país. De acordo com autoridades cubanas, cinco pessoas foram detidas após o episódio.
Imagens divulgadas nas redes sociais mostram participantes retirando móveis do interior do prédio e ateando fogo aos objetos na rua. O edifício também sofreu atos de vandalismo durante a manifestação. Em nota divulgada pela imprensa estatal, o governo informou que o Ministério do Interior iniciou uma investigação para apurar as circunstâncias do ataque.
A revolta popular ocorre em meio a uma série de apagões que têm atingido diferentes regiões da ilha. Moradores relatam longos períodos sem eletricidade, alguns chegando a durar dias, o que agrava ainda mais as dificuldades enfrentadas pela população, já afetada pela escassez de alimentos, medicamentos e combustível.
A crise econômica cubana se intensificou nos últimos meses. Além das sanções econômicas impostas pelos Estados Unidos há mais de seis décadas, o país também sofre impactos após a interrupção do fornecimento de petróleo pela Venezuela. A mudança no cenário político venezuelano ocorreu após a queda do governo de Nicolás Maduro, em janeiro, depois de uma intervenção militar norte-americana.
Diante do cenário crítico, o presidente cubano Miguel Díaz-Canel tem sinalizado disposição para negociar com Washington. No início deste mês, ele afirmou que Cuba está aberta ao diálogo com os Estados Unidos sem a imposição de condições prévias.
O ex-presidente norte-americano Donald Trump comentou recentemente a possibilidade de negociação. Em entrevista à CNN dos Estados Unidos, ele afirmou que o governo cubano estaria interessado em um acordo. “Eles querem muito fechar um acordo, então vou colocar o Marco [Rubio] lá e veremos como isso funciona. Estamos realmente focados nisso agora. Temos bastante tempo, mas Cuba está pronta — depois de 50 anos”, declarou.
Enquanto as tensões políticas seguem no campo diplomático, a situação interna em Cuba continua delicada, com protestos e manifestações cada vez mais frequentes em meio à crise que afeta o cotidiano da população.
Da redação Estrutural On-line

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