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Incêndio em ônibus na BR-050 deixa passageiros à espera por horas durante a madrugada

Viagem entre DF e São Paulo é interrompida em Goiás após fogo destruir veículo e bagagens; usuários relatam demora no socorro


Reprodução

Um ônibus interestadual que fazia o trajeto entre o Distrito Federal e São Paulo teve a viagem interrompida após pegar fogo na noite de segunda-feira (23), na BR-050, em trecho próximo a Cristalina (GO). O incidente obrigou os passageiros a deixarem o veículo às pressas e passarem a madrugada às margens da rodovia.

Segundo relatos, o problema começou pouco depois das 22h, quando um dos pneus do coletivo teria estourado. Em seguida, as chamas se alastraram rapidamente, consumindo o ônibus e impedindo a retirada de bagagens armazenadas no compartimento inferior.

Apesar do susto, ninguém ficou ferido. O incêndio foi controlado com apoio de um caminhão-pipa da concessionária responsável pela via.

Os passageiros, no entanto, afirmam que o atendimento da empresa demorou. Eles relatam ter aguardado até cerca de 4h da manhã pela chegada de outro ônibus para seguir viagem. Durante esse período, permaneceram expostos na estrada, sem estrutura adequada.

A jornalista Elisa Espósito, que estava no coletivo, contou que a comunicação com a empresa foi dificultada pela falta de sinal de celular na região. Segundo ela, o motorista precisou buscar ajuda fora do local. “Ficamos horas aguardando sem informação clara”, relatou.

Além do transtorno, muitos passageiros tiveram prejuízos materiais. Como o bagageiro travou durante o incêndio, diversas pessoas não conseguiram recuperar seus pertences. A aposentada Maria de Lourdes Passos, de 64 anos, afirmou ter perdido três malas com roupas e itens pessoais, além de produtos avaliados em cerca de R$ 1,8 mil.

Ela seguia para São Paulo, onde pretende acompanhar o tratamento de saúde da filha. “Já deveria ter chegado pela manhã. Vou ficar dois meses e perdi praticamente tudo”, lamentou.

Passageiros também relataram que o aviso sobre o incêndio não foi imediato, o que dificultou a retirada de objetos pessoais antes que o fogo se intensificasse.

De acordo com relatos, a empresa responsável pelo transporte entrou em contato para tratar de possíveis ressarcimentos, mas exigências como apresentação de notas fiscais dos itens perdidos têm gerado insatisfação entre os clientes.

A reportagem tentou contato com a Viação Catedral, mas não obteve resposta até a última atualização. O espaço permanece aberto para manifestação.

Da redação Estrutural On-line

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