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EUA elevam tom contra Teerã e prometem intensificar ofensiva militar

Secretário de Estado afirma que operações seguirão sem prazo para terminar; conflito já provocou centenas de mortes e amplia tensão regional


Imagem de Deniece Platt por Pixabay

O secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, declarou nesta segunda-feira (2/3) que a ofensiva militar contra o Irã deverá se intensificar nos próximos dias. Durante entrevista coletiva, ele afirmou que as ações realizadas até agora representam apenas parte da estratégia e indicou que novas investidas estão previstas.

Segundo Rubio, a chamada “Operação Fúria Épica” ainda não atingiu seu estágio mais severo. Ele ressaltou que a campanha continuará enquanto os objetivos estabelecidos por Washington não forem alcançados. O secretário também afirmou que não há previsão para o encerramento das ações militares.

As declarações reforçam posicionamento semelhante adotado pelo presidente Donald Trump, que indicou que a ofensiva ainda não alcançou sua máxima intensidade. O mandatário norte-americano afirmou que novas operações devem ocorrer e sinalizou possibilidade de ampliação dos ataques.

Escalada militar

A atual crise ganhou força no sábado (28/2), quando forças dos Estados Unidos e de Israel lançaram uma ampla ofensiva contra alvos em território iraniano. A operação é apontada como a maior já registrada contra o país e teria resultado na morte do líder supremo iraniano, Ali Khamenei.

Mais de 130 cidades foram atingidas, segundo informações divulgadas por autoridades locais. Dados da Sociedade do Crescente Vermelho do Irã indicam que ao menos 550 pessoas morreram em decorrência dos bombardeios.

O conflito rapidamente extrapolou as fronteiras iranianas e já afeta diretamente diversos países da região. No domingo (1º/3), houve confrontos entre Israel e o Hezbollah, grupo armado libanês. A organização afirmou ter atacado uma base militar em Haifa, no norte israelense, em apoio ao Irã.

Autoridades israelenses confirmaram nove mortes e cerca de 20 feridos após os ataques. Os Estados Unidos também registraram baixas militares: seis soldados morreram, sendo três durante uma ofensiva contra o porta-aviões USS Abraham Lincoln, no Golfo Pérsico.

Clima de incerteza

Analistas internacionais avaliam que a continuidade das operações pode aprofundar ainda mais a instabilidade no Oriente Médio, com reflexos diplomáticos e econômicos globais. Até o momento, não há sinalização de negociações para cessar-fogo, e lideranças políticas indicam que novas ações militares podem ocorrer nos próximos dias.

A comunidade internacional acompanha o desenrolar dos acontecimentos com preocupação, diante do risco de ampliação do conflito e do aumento no número de vítimas.

Da redação Estrutural On-line

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