Secretário de Defesa afirma que operações desta terça-feira marcam o maior volume de ataques desde o início do conflito
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| Imagem de WikiImages por Pixabay |
O secretário de Defesa dos Estados Unidos, Pete Hegseth, declarou que esta terça-feira (10) marca um novo estágio da ofensiva militar contra o Irã, com a realização do que classificou como o dia mais intenso de ataques dentro do território iraniano desde o início da guerra.
De acordo com o chefe do Pentágono, as operações contam com grande mobilização de aeronaves de combate e bombardeiros, além do uso de sistemas avançados de inteligência militar. Segundo ele, a estratégia busca ampliar a precisão das ações e aumentar a pressão sobre o governo iraniano.
Hegseth também afirmou que, na avaliação de Washington, o Irã enfrenta isolamento crescente no cenário regional, após perder apoio de antigos aliados no Golfo. Ele acrescentou que organizações consideradas próximas de Teerã — como Hezbollah, Houthis e Hamas — estariam enfraquecidas ou com atuação limitada no atual contexto do conflito.
Durante a declaração, o secretário fez referência à guerra do Iraque iniciada em 2003, ressaltando que a atual operação possui características diferentes e que o governo norte-americano não pretende repetir campanhas militares prolongadas sem objetivos claros.
Escalada do conflito
A crise militar teve início em 28 de fevereiro, quando Estados Unidos e Israel realizaram ataques conjuntos contra alvos estratégicos no Irã. A ofensiva resultou na morte do líder supremo iraniano, o aiatolá Ali Khamenei, fato que agravou ainda mais as tensões na região.
Autoridades iranianas afirmam que mais de 1,2 mil pessoas morreram desde o início das hostilidades.
Em resposta, o governo de Teerã lançou ataques contra países aliados dos Estados Unidos no Oriente Médio, ampliando o conflito para uma dimensão regional. Até o momento, mais de dez países já foram atingidos direta ou indiretamente, elevando o número de vítimas e a preocupação internacional.
Nos últimos dias, Washington e Tel Aviv anunciaram a entrada em uma nova fase da campanha militar, com operações que também alcançaram áreas do Líbano, Iraque, Bahrein, Emirados Árabes Unidos e Catar. A Arábia Saudita informou ter interceptado mísseis que cruzaram seu espaço aéreo durante os confrontos.
A escalada da guerra tem aumentado a tensão no Oriente Médio e gerado alertas da comunidade internacional sobre os riscos de um conflito ainda mais amplo na região.
Da redação Estrutural On-line

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