Recuperação é puxada pelo campo, mas inflação e consumo ainda preocupam analistas
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| Imagem de Moondance por Pixabay |
A economia da Argentina voltou ao terreno positivo em 2025, registrando crescimento de 4,4% no Produto Interno Bruto (PIB), segundo dados oficiais. O resultado representa uma reversão da queda de 1,8% observada em 2024 e sinaliza uma retomada gradual da atividade econômica no país.
O avanço foi impulsionado principalmente pelo desempenho do setor agropecuário, que teve papel decisivo na recuperação ao longo do ano. A melhora já vinha sendo antecipada por indicadores mensais, que apontavam para uma recuperação progressiva após meses de contração.
Apesar do resultado positivo, o crescimento ficou abaixo das projeções iniciais do governo argentino e de instituições internacionais, que esperavam uma expansão mais robusta para o período.
Ajustes e efeitos na economia
A retomada ocorre em meio ao pacote de medidas econômicas adotado pelo presidente Javier Milei, que assumiu o cargo no fim de 2023 com a proposta de reorganizar as contas públicas e conter a inflação.
As ações incluíram cortes de gastos, reformas estruturais e políticas de liberalização econômica. Embora essas iniciativas tenham contribuído para estabilizar alguns indicadores, também provocaram impacto negativo na atividade econômica no curto prazo, aprofundando a desaceleração inicial.
Ao longo de 2025, no entanto, os efeitos mais duros do ajuste começaram a dar lugar a sinais de recuperação, com setores voltando a crescer gradualmente.
Desafios permanecem
Mesmo com a retomada do PIB, especialistas alertam que o cenário ainda inspira cautela. Questões estruturais continuam a limitar um crescimento mais consistente, como a inflação elevada, a fragilidade do consumo interno e a necessidade de ampliar investimentos.
O desempenho econômico do ano é visto como um passo importante, mas ainda insuficiente para assegurar uma recuperação duradoura. Analistas destacam que a continuidade das reformas e um ambiente internacional favorável serão determinantes para sustentar o avanço da economia argentina nos próximos anos.
Da redação Estrutural On-line

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