Colapso no sistema elétrico nacional atinge cerca de 10 milhões de pessoas; escassez de combustível e tensão com os EUA ampliam dificuldades na ilha
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| Imagem de Iris,Helen,silvy por Pixabay |
Cuba voltou a enfrentar um apagão de grandes proporções nesta segunda-feira (16/3), deixando praticamente todo o país sem energia elétrica. A interrupção no fornecimento foi confirmada pela Companhia Elétrica Nacional, que informou o colapso do Sistema Elétrico Nacional por volta das 16h no horário local (15h em Brasília).
De acordo com as autoridades do setor energético, cerca de 10 milhões de moradores foram afetados pela queda total no serviço. Em comunicado publicado na rede social X, a União Elétrica Cubana afirmou que equipes técnicas iniciaram imediatamente os protocolos de emergência para tentar restabelecer o funcionamento da rede.
“O sistema elétrico nacional sofreu uma interrupção completa. As ações para recuperação do fornecimento já estão em andamento”, informou a empresa estatal responsável pela distribuição.
O novo apagão ocorre em meio a uma grave crise energética enfrentada pela ilha. A dificuldade para garantir o abastecimento de petróleo importado — essencial para a operação das usinas termelétricas e para o transporte — tem provocado instabilidade frequente na geração de energia.
Nos últimos meses, o governo cubano precisou adotar cortes programados de eletricidade em diversas regiões do país, além de reduzir o funcionamento de serviços públicos para economizar combustível.
Pressões externas e cenário econômico
A situação se intensificou após restrições no fornecimento de petróleo relacionadas às sanções impostas pelos Estados Unidos. O cenário tem agravado a já delicada situação econômica do país caribenho.
No domingo (15/3), o presidente norte-americano Donald Trump comentou a possibilidade de um entendimento entre Washington e Havana. Durante conversa com jornalistas a bordo do Air Force One, ele afirmou que os dois países mantêm diálogo e que um acordo poderia ocorrer em breve.
“Cuba também quer chegar a um acordo, e acredito que isso pode acontecer muito em breve, ou faremos o que for necessário”, declarou Trump, acrescentando que, no momento, as negociações envolvendo o Irã são prioridade para o governo americano.
Apesar das declarações, ainda existem obstáculos significativos para uma aproximação entre as duas nações. Autoridades dos Estados Unidos indicam que qualquer flexibilização das sanções dependeria de mudanças políticas e econômicas por parte do governo cubano.
Havana, por sua vez, sustenta que eventuais negociações só podem ocorrer com respeito à soberania do país e sem imposições externas.
Enquanto as discussões diplomáticas seguem, a população cubana continua enfrentando as consequências diretas da crise energética, marcada por apagões frequentes, escassez de combustível e dificuldades no funcionamento da economia.
Da redação Estrutural On-line

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