Deputado do PL afirma que atitude de Fábio Félix fragiliza a autoridade das forças de segurança e pede respeito às instituições
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| Foto: Carlos Gandra/CLDF |
A atuação do deputado distrital Roosevelt Vilela (PL) ganhou destaque após ele se posicionar de forma contundente sobre a confusão envolvendo o também parlamentar Fábio Félix (PSOL) durante o Bloco Rebu, realizado no Setor Comercial Sul, na segunda-feira (16) de Carnaval.
Em publicações nas redes sociais, Roosevelt classificou como “grave” e “inaceitável” a tentativa de interferência na operação conduzida pela Polícia Militar do Distrito Federal (PMDF). Para ele, a postura adotada pelo colega ultrapassou os limites da prerrogativa parlamentar e representou desrespeito ao trabalho das forças de segurança.
“O que vimos foi a materialização daquela velha expressão ‘você sabe com quem está falando?’, agora protagonizada por um deputado distrital”, afirmou Roosevelt. Ele criticou o fato de Félix ter, segundo relatos, anunciado voz de prisão a um policial militar durante a ocorrência. “Em vez de contribuir para a manutenção da ordem, houve uma tentativa de obstruir o serviço dos agentes. Nenhum cargo está acima da lei”, declarou.
De acordo com informações da Polícia Militar, a ação começou após cães farejadores identificarem substâncias ilícitas em uma tenda do evento carnavalesco. Dois suspeitos teriam sido abordados. Durante o procedimento, uma das responsáveis pela organização do bloco foi detida sob acusação de desacato e de tentar impedir a atuação policial.
Fábio Félix, que preside a Comissão de Direitos Humanos da Câmara Legislativa do DF, aproximou-se do local alegando que havia abuso na condução da abordagem. No desenrolar da confusão, ele foi atingido por spray de pimenta e, em seguida, declarou voz de prisão a um dos militares, argumentando desacato à autoridade.
Roosevelt, por sua vez, ressaltou que o colega tem o direito de apresentar sua versão dos fatos às autoridades competentes, mas defendeu que eventuais excessos também devem ser apurados. “É fundamental que homens públicos ajam para fortalecer a credibilidade das instituições. Quando há confronto desnecessário, quem perde é a sociedade”, pontuou.
O deputado do PL ainda elogiou a atuação da PMDF, destacando o que classificou como postura técnica e equilibrada diante de uma situação delicada. Ele defendeu que a segurança em eventos de grande porte exige cooperação entre autoridades e respeito às normas legais.
O caso deverá ser analisado pelas instâncias competentes. Enquanto isso, o episódio reacende o debate sobre os limites da atuação parlamentar em ocorrências policiais e o papel das autoridades na preservação da ordem pública.
Da redação Estrutural On-line
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