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Professora e escrivã da Polícia Civil é assassinada dentro de sala de aula em Porto Velho

Docente de 41 anos foi atacada com golpes de faca por um estudante durante aula em faculdade particular; caso é investigado pela Polícia Civil


Reprodução/Redes sociais

A morte da professora de Direito Penal e escrivã da Polícia Civil Juliana Mattos de Lima Santiago, de 41 anos, gerou comoção em Rondônia e em outros estados onde ela construiu sua trajetória pessoal e profissional. A docente foi vítima de um ataque a facadas cometido por um aluno dentro de uma faculdade particular em Porto Velho, na noite de sexta-feira (6/2).

Com uma história marcada pelo empenho acadêmico e pela dedicação ao serviço público, Juliana tinha fortes vínculos com a Bahia, onde passou boa parte da vida. Ainda criança, mudou-se do Rio de Janeiro para Salvador com a família. Na capital baiana, estudou no Colégio Antônio Vieira e concluiu o curso superior na Universidade Católica do Salvador (Ucsal).

Em nota publicada nas redes sociais, o colégio lamentou a perda da ex-aluna e manifestou solidariedade aos familiares e amigos. A instituição destacou a tristeza pela morte e ressaltou a importância de valorizar a vida e o cuidado com o próximo.

Pessoas próximas descrevem Juliana como uma profissional aplicada, gentil e comprometida com o trabalho. Durante o período em que viveu na Bahia, manteve registro ativo na Ordem dos Advogados do Brasil seccional Bahia (OAB-BA) até 2016 e participou de processos seletivos e concursos públicos. Em 2007, conquistou o terceiro lugar em uma seleção para estágio na Defensoria Pública do estado e também foi aprovada em prova prática para atuar como consultora jurídica na Câmara Municipal de Salvador.

Após ser aprovada em concurso público, mudou-se para Rondônia. Inicialmente residiu em Vilhena e, posteriormente, fixou-se em Porto Velho, onde passou a conciliar a atuação como escrivã da Polícia Civil com a carreira acadêmica, lecionando Direito Penal em instituição de ensino superior.

Nas redes sociais, amigos lembraram da rotina intensa, dividida entre trabalho, estudos e viagens para rever familiares. As homenagens destacam características como generosidade, atenção com os outros e paixão pela profissão. Mensagens de despedida também expressam perplexidade diante da violência. “Um lugar que deveria ser seguro se transformou em cenário de tragédia”, escreveu uma amiga.

Ataque ocorreu durante aula

O crime aconteceu dentro da sala onde Juliana ministrava aula no Centro Universitário Aparício Carvalho (Fimca). Segundo relatos, o agressor — um estudante regularmente matriculado — desferiu golpes de faca contra a professora durante o período letivo.

Vídeos registrados por testemunhas mostram o momento em que o suspeito é contido por outros alunos logo após o ataque. Mesmo ferida, Juliana ainda estava consciente enquanto recebia ajuda dos estudantes.

Ela foi socorrida em estado grave e levada ao Hospital João Paulo II, mas não resistiu aos ferimentos.

O aluno foi detido ainda no local, encaminhado à Central de Polícia e preso em flagrante. A Polícia Civil abriu inquérito para investigar as circunstâncias do homicídio e identificar a motivação do crime. Em nota, a faculdade informou que está colaborando com as autoridades no andamento das apurações.

Da redação Estrutural On-line

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