Page Nav

HIDE

Gradient Skin

Gradient_Skin

Oruam é procurado pela polícia após decreto de prisão preventiva no Rio

Artista não foi encontrado em endereços conhecidos, e autoridades consideram possibilidade de apresentação voluntária


Reprodução/Internet

A Polícia Civil do Rio de Janeiro segue mobilizada para localizar o rapper Oruam, nome artístico de Mauro Davi dos Santos Nepomuceno, após a Justiça determinar sua prisão preventiva nesta terça-feira (3/2). Até o momento, as diligências realizadas pelos agentes não conseguiram identificar o paradeiro do cantor.

Responsável pela operação, o delegado titular da 16ª Delegacia informou que equipes estiveram em locais ligados ao artista, incluindo sua residência, mas não obtiveram sucesso. Segundo ele, o mandado permanece em aberto enquanto as investigações continuam.

“Fizemos buscas no endereço cadastrado para cumprir a ordem judicial, porém ele não foi encontrado. Seguimos tentando levantar sua localização”, afirmou o delegado. A polícia também monitora a possibilidade de que o rapper se apresente espontaneamente em alguma unidade policial, embora não haja confirmação nesse sentido.

De acordo com apurações, o artista havia comunicado à Justiça, no último dia 20 de janeiro, que estava hospedado em um condomínio na região da Freguesia, em Jacarepaguá. Nesta terça-feira, pessoas próximas ao cantor foram vistas no local.

Motivo da nova ordem de prisão

A decisão que determinou novamente a detenção foi assinada pela juíza Tula Corrêa de Mello, da 3ª Vara Criminal. O motivo apontado foi o descumprimento de medidas cautelares impostas anteriormente, especialmente relacionadas ao monitoramento eletrônico.

Documentos do processo indicam que, em um período de 43 dias, a tornozeleira eletrônica do rapper apresentou 28 interrupções de sinal — algumas superiores a nove horas. Em apenas uma semana, foram registradas oito falhas. Para a magistrada, o histórico sugere dificuldade na fiscalização judicial.

Na véspera da decisão, o ministro Joel Ilan Paciornik, do Superior Tribunal de Justiça (STJ), já havia revogado o habeas corpus que mantinha o artista em liberdade. O entendimento foi de que as recorrentes falhas no equipamento comprometiam o controle das determinações judiciais e poderiam representar risco à aplicação da lei penal.

Histórico do caso

Oruam foi preso em julho de 2025 após ser indiciado por crimes como tráfico e associação para o tráfico de drogas, além de resistência, desacato, dano, ameaça e lesão corporal. Posteriormente, também foi denunciado por tentativa de homicídio contra policiais.

Em setembro do mesmo ano, o STJ concedeu decisão que substituiu a prisão por medidas cautelares, incluindo comparecimento periódico à Justiça, recolhimento domiciliar noturno e uso obrigatório de tornozeleira eletrônica.

Após deixar o sistema prisional, o cantor passou a cumprir as restrições impostas. Entretanto, as falhas registradas no equipamento ocorreram justamente em horários nos quais ele deveria permanecer em casa, o que contribuiu para a nova determinação de prisão.

Enquanto o mandado não é cumprido, a polícia mantém as buscas e reforça que qualquer informação que leve ao paradeiro do artista poderá auxiliar no andamento da investigação.

Da redação Estrutural On-line

Nenhum comentário

Agradecemos pelo comentário.