Chico Vigilante dá tiro no próprio pé ao votar contra o DF
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| Foto: Myke Sena/Jornal de Brasilia |
Chico Vigilante se pronuncia e diz que votará contra a proposta de pagamento de dívida do BRB junto ao banco central. A Decisão do parlamentar não é apenas um gesto simbólico ou movimento estratégico dentro do tabuleiro político. Essa decisão têm efeitos concretos — sobre empregos, serviços públicos e, principalmente, sobre a vida das pessoas que dependem do Estado para seguir em frente.
O Banco de Brasília não é uma instituição qualquer. Ao longo dos anos, consolidou-se como peça-chave na engrenagem econômica do Distrito Federal. São cerca de 4.500 trabalhadores diretos, além de milhares de empregos indiretos, famílias que dependem da estabilidade e da continuidade das operações do banco. Mais do que números, estamos falando de pais e mães de família, jovens aprendizes, servidores de carreira que dedicaram décadas ao fortalecimento da instituição.
Rejeitar uma medida que busca equacionar passivos e garantir previsibilidade financeira pode parecer, à primeira vista, um ato de firmeza ideológica. Mas política pública exige responsabilidade, não bravatas. Quando se trata de um banco público, os impactos extrapolam a esfera administrativa. O BRB é operador de programas sociais, agente de crédito para pequenos empreendedores e instrumento de inclusão financeira para a população mais vulnerável do DF.
Colocar em risco a sustentabilidade da instituição é, na prática, fragilizar políticas que chegam na ponta — do microcrédito ao pagamento de benefícios sociais. A instabilidade institucional pode afastar investidores, comprometer a credibilidade no mercado e abrir margem para cenários extremos, como intervenções ou até liquidação. Esse é um risco que o Distrito Federal simplesmente não pode correr.
Votar contra sem apresentar um caminho concreto para preservar empregos, manter a solidez do banco e assegurar os programas sociais soa mais como gesto político do que como solução responsável.
O BRB pertence à sociedade do Distrito Federal. Sua preservação não deve ser refém de disputas ideológicas ou cálculos eleitorais. Quando se fala em futuro institucional, o que está em jogo não é a vitória de um grupo político, mas a estabilidade econômica de toda uma região.
A política exige coragem — mas, acima de tudo, exige compromisso com as consequências das próprias escolhas.
Ao tomar essa atitude, Chico Vigilante acaba se afastando de sua responsabilidade principal como parlamentar: priorizar os interesses da população do Distrito Federal e trabalhar por medidas que efetivamente contribuam para melhorar a qualidade de vida de todos e não atrapalhar votando contra o DF.
Por Francisco Gelielcon
#EstruturalOnLine

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