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Imagens resgatadas revelam ataque a corretora no subsolo de prédio em Caldas Novas

Polícia conclui que crime foi planejado; síndico confessou homicídio e indicia­mento aponta três qualificadoras


Divulgação/PCGO

A Polícia Civil de Goiás apresentou, nesta quinta-feira (19), a conclusão do inquérito que investigou a morte da corretora de imóveis Daiane Alves Souza, de 43 anos, em Caldas Novas. Entre as provas reunidas estão vídeos recuperados do celular da própria vítima, que mostram momentos que antecederam o crime dentro do condomínio onde ela morava.

De acordo com os investigadores, as gravações indicam que Daiane desceu ao subsolo do prédio após perceber uma interrupção no fornecimento de energia. Nas imagens, é possível ver o síndico do edifício usando luvas e circulando próximo aos quadros de força. Em seguida, ele aparece com o rosto coberto. O carro dele estava estacionado nas proximidades, com a parte traseira aberta.

Ainda segundo a polícia, a vítima registrava o ocorrido com o celular e chegou a enviar vídeos a uma amiga. Um terceiro arquivo, interrompido bruscamente, teria captado o momento em que ela é surpreendida por trás. O aparelho foi localizado dias depois na tubulação de esgoto do prédio.

Daiane desapareceu em 17 de dezembro de 2025. No dia seguinte, ela tinha um compromisso com a mãe, mas não apareceu. A família registrou boletim de ocorrência após notar o sumiço. Parentes relataram que a corretora havia deixado a porta do apartamento destrancada ao sair, indicando que pretendia retornar rapidamente. Quando os familiares chegaram ao local, contudo, a residência já estava trancada.

Quebras de sigilo e varreduras na região não apontaram movimentações financeiras nem novos sinais do telefone da vítima após o desaparecimento.

O corpo foi encontrado 43 dias depois, em uma área de mata a cerca de 15 quilômetros da cidade. Conforme a investigação, o próprio síndico indicou o local onde havia deixado o cadáver, já em avançado estado de decomposição. A perícia apontou que a corretora foi morta com dois disparos na cabeça.

Em depoimento, o homem afirmou que discutiu com Daiane no subsolo do prédio e alegou ter agido sozinho. A polícia, no entanto, sustenta que o assassinato foi premeditado e teve motivação ligada a conflitos antigos entre os dois.

Segundo a corporação, havia histórico de desentendimentos envolvendo a administração de apartamentos pertencentes à família da corretora. Dias antes do crime, uma decisão judicial favorável a Daiane determinou que o condomínio pagasse indenização por danos morais, o que pode ter agravado a tensão.

O síndico está preso desde o fim de janeiro e deve responder por homicídio triplamente qualificado — por motivo torpe, uso de meio cruel e ocultação de cadáver. Se condenado, poderá cumprir pena superior a 30 anos de reclusão.

Da redação Estrutural On-line

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