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Elefante mata três pessoas após ataques em parque nacional da Tailândia

Animal em período de agressividade extrema matou três pessoas; parque avalia remoção para evitar novos ataques


Reprodução/X

Um novo episódio de violência envolvendo um elefante selvagem resultou na morte de um homem de 69 anos no Parque Nacional de Khao Yai, um dos mais visitados da Tailândia. O caso, registrado na manhã desta segunda-feira (2), é o terceiro óbito atribuído ao mesmo animal, o que levou a administração do parque a discutir medidas urgentes para garantir a segurança de visitantes e funcionários.

A vítima, identificada como Jirathachai Jiraphatboonyathorn, estava acampada no local com a esposa. Segundo informações divulgadas pela equipe do parque e pela imprensa local, o homem saiu da barraca por volta das 5h30 para se exercitar quando se deparou com um elefante macho que se alimentava fora da área de floresta.

Testemunhas relataram que o animal, conhecido como Phlai Oiwan, avançou repentinamente, segurou o homem com a tromba, o lançou ao chão e passou a pisoteá-lo. A morte foi imediata. O ataque aconteceu a menos de 20 metros do local onde o casal estava acampado.

A esposa da vítima conseguiu escapar e correu até um posto de guarda para pedir socorro. Agentes do parque intervieram rapidamente, conseguiram afastar o elefante e evitar que outras pessoas fossem feridas.

Elefante estava em período de “musth”

De acordo com os guardas florestais, Phlai Oiwan estava em “musth”, fase conhecida como o cio dos elefantes machos. Durante esse período, os animais apresentam alterações hormonais intensas, tornando-se extremamente agressivos e imprevisíveis, especialmente quando há presença humana em seu território.

Especialistas explicam que, nessas condições, encontros com pessoas representam alto risco, mesmo em áreas monitoradas, como parques nacionais.

Medidas em avaliação

Diante da reincidência dos ataques, a direção do Parque Nacional de Khao Yai anunciou que realizará uma reunião na próxima sexta-feira (6) para definir o futuro do animal. Entre as alternativas analisadas está a transferência do elefante para uma região mais isolada, com menor possibilidade de contato com humanos.

O caso reacende o debate sobre segurança em áreas de preservação ambiental e a necessidade de protocolos mais rigorosos durante períodos críticos do comportamento da fauna selvagem.

Da redação Estrutural On-line

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