Influenciadora filipina passou mal depois de provar espécie conhecida por conter neurotoxinas; autoridades investigam o caso e alertam para os riscos
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| Fotos: YouTube New York Post |
A influenciadora digital Emma Amit, de 51 anos, conhecida por produzir conteúdos sobre culinária, morreu no último dia 6 de fevereiro, nas Filipinas, após consumir um crustáceo popularmente chamado de “caranguejo-do-diabo”. O episódio ganhou grande repercussão nas redes sociais e chamou a atenção da imprensa internacional nesta semana.
Segundo informações publicadas pelo jornal The Philippine Star, Emma começou a apresentar sintomas graves logo depois de provar o animal, reconhecido por sua toxicidade. O consumo ocorreu enquanto ela gravava um vídeo que seria compartilhado com seus seguidores.
Registros divulgados pela mídia local mostram a influenciadora acompanhada de amigos recolhendo mariscos e caranguejos em uma área de manguezal próxima à residência dela, na cidade de Puerto Princesa, dois dias antes da morte. Em uma das gravações, ela aparece experimentando um caramujo e preparando frutos do mar com leite de coco.
No dia seguinte à gravação, vizinhos relataram que Emma sofreu convulsões e precisou ser levada às pressas para um hospital. Exames indicaram a presença de neurotoxinas na corrente sanguínea. Apesar do atendimento médico, ela não resistiu.
O líder comunitário Laddy Gemang afirmou ter ficado surpreso com o ocorrido, já que a influenciadora e o marido tinham experiência na pesca. Após o caso, agentes foram enviados à casa da vítima e encontraram restos de caranguejos-do-diabo entre os descartes.
As autoridades locais acompanham pessoas que estiveram com Emma para verificar se apresentam sintomas semelhantes. Também veio à tona um episódio semelhante registrado em outubro do ano passado, quando um pescador de 54 anos morreu após ingerir o mesmo tipo de crustáceo na região.
Conhecidos também como caranguejos de recife tóxicos, esses animais habitam áreas de coral no Indo-Pacífico. Tanto a carne quanto a carapaça podem conter substâncias perigosas — como tetrodotoxina e saxitoxina — capazes de afetar o sistema nervoso. Especialistas alertam que essas toxinas não são eliminadas nem mesmo após o cozimento prolongado, o que torna o consumo ainda mais arriscado.
Da redação Estrutural On-line

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