Cadáver foi encaminhado ao IML para identificação; cinco pessoas seguem desaparecidas após naufrágio ocorrido em 13 de fevereiro
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| Reprodução/Redes sociais |
As equipes que atuam nas buscas pelas vítimas do naufrágio da lancha Lima de Abreu XV, em Manaus, localizaram neste sábado (28) o corpo de uma pessoa no Rio Amazonas. Até o momento, não há confirmação oficial de que o cadáver pertença a um dos cinco desaparecidos do acidente registrado no último dia 13 de fevereiro, na região do Encontro das Águas.
De acordo com o Corpo de Bombeiros Militar do Amazonas (CBMAM), o corpo foi removido e encaminhado ao Instituto Médico Legal (IML), onde passará por exames para identificação.
Segundo a corporação, cerca de 80 pessoas estavam a bordo da embarcação no momento do naufrágio. Três mortes foram confirmadas, 71 ocupantes foram resgatados com vida e cinco continuam desaparecidos.
Operação já dura mais de duas semanas
As buscas completaram 15 dias e seguem sem prazo para encerramento. Nesse período, os militares percorreram aproximadamente 238 quilômetros ao longo do Rio Amazonas, ampliando o raio de varredura diante da força das correntes.
Na sexta-feira (27), a operação contou com 27 militares, incluindo sete mergulhadores, além de nove embarcações. As equipes utilizam ainda drones, helicóptero e equipamentos de sonar para mapear o leito do rio. A área onde a embarcação pode estar submersa foi identificada a cerca de 50 metros de profundidade.
Familiares de três vítimas acompanharam parte das buscas nesta semana, em meio à expectativa por respostas.
Condições dificultam resgate
As autoridades classificam a operação como complexa. A região do Encontro das Águas — onde os rios Negro e Solimões se encontram — apresenta correntes intensas e mudanças constantes de direção, fatores que dificultam a localização de destroços e possíveis vítimas.
A Marinha do Brasil também mantém apoio às buscas. Conforme o Comando do 9º Distrito Naval, foram mobilizados uma aeronave do 1º Esquadrão de Helicópteros de Emprego Geral do Noroeste, uma embarcação do 1º Batalhão de Operações Ribeirinhas e duas lanchas da Capitania Fluvial da Amazônia Ocidental.
Segundo a instituição, as equipes atuam tanto na área do acidente quanto nas margens dos rios, com suporte de mergulhadores e embarcações especializadas. A Marinha informou ainda que colheu depoimentos de sobreviventes para auxiliar nas investigações e na definição das estratégias de busca.
As autoridades seguem empenhadas na tentativa de localizar os desaparecidos e esclarecer as circunstâncias do naufrágio.
Da redação Estrutural On-line

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