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Ataque a mesquita na capital do Paquistão deixa dezenas de mortos e mais de 160 feridos

Grupo extremista Estado Islâmico assume responsabilidade por explosão durante momento de oração; autoridades prendem suspeitos de participaç...

Grupo extremista Estado Islâmico assume responsabilidade por explosão durante momento de oração; autoridades prendem suspeitos de participação no atentado


Imagem de Кирилл Соболев por Pixabay

Um atentado suicida ocorrido em uma mesquita na capital do Paquistão, Islamabad, resultou na morte de 33 pessoas e deixou mais de 160 feridos na sexta-feira (6/2). O ataque foi posteriormente reivindicado pelo grupo extremista Estado Islâmico (ISIS), por meio de um canal de comunicação ligado à organização.

Segundo o comunicado divulgado pelos jihadistas, seguranças do templo tentaram impedir a entrada do homem-bomba, mas foram atingidos por disparos de arma de fogo. Na sequência, o agressor acionou um colete explosivo dentro do local, onde fiéis participavam de orações. A mesquita é frequentada por membros da minoria xiita — vertente do islamismo que diverge da corrente sunita, adotada pelo grupo terrorista.

Após o episódio, o governo paquistanês informou que ao menos 11 pessoas foram detidas sob suspeita de envolvimento com o planejamento e a execução do ataque. Entre os presos estariam o suposto mentor da ação e colaboradores diretos.

Autoridades locais apontam que a ofensiva teria sido organizada pelo Estado Islâmico, que teria recrutado, radicalizado e treinado o responsável pelo atentado. Investigações indicam ainda que a operação pode ter contado com apoio do Tehrik-i-Taliban Pakistan (TPP), conhecido como Talibã paquistanês, organização armada que atua principalmente na região de fronteira entre o Paquistão e o Afeganistão.

De acordo com a mídia estatal, o número elevado de feridos mobilizou equipes de emergência e hospitais da região, enquanto forças de segurança reforçaram a vigilância em áreas consideradas sensíveis para evitar novos ataques.

O episódio reacende o alerta sobre a ameaça de grupos extremistas no país e evidencia os desafios enfrentados pelas autoridades para conter a violência e proteger locais de culto, frequentemente alvo de ações motivadas por tensões sectárias.

Da redação Estrutural On-line
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