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| Estrutural On-line |
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, aumentou a pressão sobre Cuba neste domingo (11), afirmando que a ilha caribenha deixará de receber petróleo e apoio financeiro da Venezuela — parceiro histórico de Havana. A declaração foi publicada na plataforma Truth Social, rede social utilizada pelo chefe de Estado para comunicar diretamente com seus seguidores e apoiadores.
Segundo Trump, a relação de assistência entre Caracas e Havana, construída ao longo de décadas, chegou ao fim após mudanças políticas recentes na Venezuela. “Não haverá mais petróleo ou dinheiro indo para Cuba — zero!”, afirmou o presidente norte-americano, sugerindo ainda que o governo cubano busque um “acordo” com os EUA antes que a situação se deteriore ainda mais.
O mandatário americano criticou o passado de cooperação entre Cuba e os regimes venezuelanos, alegando que Havana teria oferecido serviços de segurança em troca de subsídios energéticos e recursos financeiros que sustentaram sua economia por muitos anos. Embora tenha feito acusações contundentes, Trump não detalhou como funcionaria esse possível acordo com os Estados Unidos.
Contexto regional e resposta de Havana
O anúncio ocorre em meio a um cenário de forte instabilidade política na Venezuela, após a captura do presidente Nicolás Maduro por forças americanas — ação que, segundo relatos, resultou na morte de dezenas de agentes de segurança venezuelanos e cubanos. As relações entre os países latino-americanos já vinham passando por tensões intensas nos últimos meses.
Em resposta às declarações de Trump, representantes do governo cubano negaram que a ilha tenha recebido qualquer tipo de pagamento por serviços de segurança e ressaltaram a soberania do país nas suas relações internacionais. O ministro das Relações Exteriores de Cuba afirmou que Havana tem o direito de negociar e importar combustível e outros recursos de qualquer parceiro disposto a fornecer esses produtos, ressaltando que a cooperação com a Venezuela sempre foi legítima.
Impacto econômico e político
Cuba depende historicamente do fornecimento de petróleo venezuelano para manter sua economia funcionando, sobretudo em setores essenciais como eletricidade e transporte. A provável interrupção desse fluxo de combustíveis pode agravar ainda mais uma crise que já inclui escassez de alimentos e remédios, além de cortes de energia que afetam o cotidiano da população.
Analistas afirmam que o corte do apoio venezuelano, se efetivado, pode empurrar Havana a buscar alternativas externas — inclusive negociações com Washington — ou aprofundar sua atual fragilidade econômica. Enquanto isso, a comunidade internacional observa com atenção o desenrolar dessas tensões diplomáticas no Caribe e suas possíveis consequências geopolíticas na região.
Da redação Estrutural On-line

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