Page Nav

HIDE

Gradient Skin

Gradient_Skin

Sequência de tremores no solo chama atenção em Minas Gerais

Estado contabiliza três tremores em poucos dias; especialistas reforçam que fenômenos são naturais e de baixa intensidade


Reprodução/Rede Sismográfica Brasileira

Minas Gerais voltou a registrar atividade sísmica e acumulou, ao longo de uma semana, três tremores de terra em diferentes regiões do estado. O episódio mais recente ocorreu na tarde de sexta-feira (30/1), nas proximidades do município de Sete Lagoas, na Região Central, com magnitude 3,0. Apesar do susto, não houve registro de feridos nem de prejuízos estruturais.

O abalo foi identificado pela Rede Sismográfica Brasileira (RSBR) e analisado pelo Centro de Sismologia da Universidade de São Paulo (USP). Moradores relataram ter sentido a vibração por volta das 14h35, principalmente dentro de residências e prédios mais altos, situação comum em tremores dessa intensidade.

Antes do evento em Sete Lagoas, outros dois episódios sísmicos haviam sido registrados no estado. Na terça-feira (27/1), sensores detectaram um tremor de magnitude 2,4 em Riacho dos Machados, no Norte de Minas, e outro de magnitude 2,9 em Frutal, no Triângulo Mineiro.

Segundo especialistas, esse tipo de ocorrência é relativamente frequente em território mineiro. De acordo com o sismólogo Bruno Collaço, do Centro de Sismologia da USP e da RSBR, Minas Gerais lidera o ranking nacional de registros de pequenos abalos. “Esses tremores naturais, em sua maioria, estão associados às pressões geológicas que atuam na crosta terrestre. Não se trata de algo anormal”, explica.

Pela Escala Richter, eventos entre 3,0 e 3,9 são considerados de baixa magnitude. Eles podem ser percebidos pela população, sobretudo em situações de repouso, mas dificilmente provocam danos a edificações.

Histórico em Sete Lagoas

Sete Lagoas, em especial, possui um histórico recorrente de tremores, o que costuma gerar apreensão entre os moradores. Em dezembro de 2022, a cidade registrou um abalo de magnitude 2,8, classificado à época como um dos maiores já sentidos no município. No ano passado, em abril, ocorreu um tremor de magnitude 3,0 — o mais intenso da série histórica local — seguido por outro de magnitude 2,9 em julho.

De acordo com o Observatório Nacional, tremores abaixo de magnitude 3,0 são considerados fracos e, em grande parte dos casos, passam despercebidos. No entanto, quando o epicentro está localizado em área urbana, como ocorre em Sete Lagoas, as vibrações acabam sendo sentidas com mais clareza.

Os órgãos de monitoramento reforçam que, pelos critérios técnicos, os eventos registrados recentemente têm origem natural e não apresentam risco significativo à população.

Recomendações de segurança

Mesmo sendo fenômenos de baixa intensidade, a Defesa Civil orienta a população a adotar medidas de precaução durante e após os tremores. Em ambientes fechados, a recomendação é permanecer no local, afastar-se de janelas e objetos que possam cair, proteger a cabeça e o pescoço e evitar o uso de elevadores.

Quem estiver ao ar livre deve procurar áreas abertas, longe de postes, fachadas e redes elétricas. Motoristas devem reduzir a velocidade e estacionar em locais seguros, afastados de pontes e viadutos.

Após o tremor, é importante observar sinais de possíveis danos estruturais, como rachaduras, estalos ou cheiro de gás. Diante de qualquer risco, a orientação é deixar o imóvel e acionar a Defesa Civil para avaliação técnica.


Da redação Estrutural On-line

Nenhum comentário

Agradecemos pelo comentário.