Homem que não aceitou o fim do relacionamento é sentenciado a 58 anos de prisão por assassinato qualificado
![]() |
| Reprodução/Agência Brasil |
Um crime marcado por extrema violência e motivação ligada à ruptura de um relacionamento terminou com uma condenação exemplar no interior de São Paulo. A Justiça sentenciou a 58 anos de prisão um homem acusado de matar a companheira com 25 golpes de faca, em Ibitinga, reconhecendo o caso como feminicídio qualificado. A decisão foi divulgada nesta terça-feira (27/1), após julgamento pelo Tribunal do Júri.
De acordo com os autos, a maior parte das facadas atingiu a região do pescoço da vítima, evidenciando a brutalidade do ataque. O homicídio ocorreu em 25 de novembro de 2024 e, segundo a acusação, foi motivado pela inconformidade do réu com a decisão da mulher de encerrar o relacionamento.
As investigações apontaram que o casal mantinha uma convivência conturbada, com histórico frequente de desentendimentos. Dias antes do crime, a vítima teria comunicado ao companheiro a intenção de se separar e dividir a residência em que viviam, passando cada um a ocupar uma parte do imóvel.
Durante o julgamento, o promotor de Justiça André Gândara Orlando destacou que a proposta foi rejeitada pelo acusado, que passou a demonstrar comportamento ainda mais agressivo. No dia do ataque, vizinhos perceberam a gravidade da situação e acionaram a Polícia Militar, mas a intervenção chegou tarde demais.
Ao chegarem ao local, os policiais encontraram dificuldades para acessar o imóvel, pois um fogão bloqueava a entrada. Após conseguirem entrar, localizaram a mulher já sem vida.
Na sentença, o juiz Igor Canale Peres Montanher ressaltou que o crime foi cometido com violência extrema e repetida, além de ter ocorrido de forma a impedir qualquer chance de defesa da vítima. A pena levou em consideração as qualificadoras de motivo fútil, meio cruel e feminicídio, reforçando o entendimento de que se tratou de um assassinato cometido em razão da condição de gênero da vítima.
O caso reforça o alerta das autoridades sobre a gravidade da violência doméstica e a importância da denúncia e de medidas de proteção para mulheres em situação de risco.
Da redação Estrutural On-line

Nenhum comentário
Agradecemos pelo comentário.