Nota oficial nega qualquer pressão do ministro Fernando Haddad ao GDF e atribui regulação bancária exclusivamente ao Banco Central
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| Hugo Barreto/Metrópoles @hugobarretophoto |
O Ministro da Fazenda desmentiu informações veiculadas pelo Estadão que apontavam uma suposta cobrança do ministro Fernando Haddad ao Governo do Distrito Federal (GDF) para a realização de um aporte bilionário no Banco de Brasília (BRB).
De acordo com a pasta, não houve, em momento algum, qualquer negociação, conversa ou tratativa — formal ou informal — entre o ministro, o GDF ou a diretoria do BRB sobre a injeção de recursos na instituição financeira. A Fazenda classificou as informações como incorretas e sem respaldo nos fatos.
A reportagem questionada afirmava que Haddad teria estabelecido prazos para que o governo local aportasse cerca de R$ 4 bilhões no banco, sob a alegação de insuficiência patrimonial relacionada a negociações envolvendo o Banco Master. O texto também sugeria que, sem o suposto aporte, o BRB poderia enfrentar medidas de intervenção por parte de órgãos reguladores, o que gerou apreensão entre clientes e investidores.
Em resposta, o Ministério da Fazenda reforçou que a supervisão e a regulação do sistema financeiro nacional são atribuições exclusivas do Banco Central do Brasil, não cabendo ao ministro da Fazenda interferir ou impor exigências dessa natureza a instituições financeiras específicas.
O próprio BRB também se manifestou para afastar qualquer dúvida sobre sua situação financeira. Em nota, o banco afirmou ter plena capacidade de recompor seu capital caso haja necessidade decorrente de eventuais prejuízos, ressaltando que não existe determinação externa nem exigência imediata de aporte bilionário.
Apesar dos esclarecimentos oficiais, o episódio passou a ser explorado politicamente por alguns parlamentares do Distrito Federal. Entre eles, o deputado Rodrigo Rollemberg reproduziu versões baseadas na reportagem contestada, sem considerar a nota da Fazenda e os posicionamentos oficiais já divulgados.
Por Francisco Gelielcon
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