Page Nav

HIDE

Gradient Skin

Gradient_Skin

Manobras chinesas intensificam clima de alerta no Estreito de Taiwan

Operação militar envolvendo forças aéreas, navais e de mísseis ocorre em meio a atritos regionais e críticas de Taipé


Imagem de Thomas H. por Pixabay

A China realizou nesta segunda-feira (29/12) uma ampla movimentação militar nas proximidades de Taiwan, mobilizando unidades navais, aéreas e de mísseis do Exército de Libertação Popular (ELP). As manobras ocorreram principalmente na região sudoeste da ilha e aumentaram a tensão no Estreito de Taiwan, em um momento de relações sensíveis entre Pequim, Japão e Estados Unidos.

Segundo informações divulgadas pelo comando chinês, o exercício teve como finalidade executar ações de fiscalização operacional e avaliar a integração entre diferentes tipos de aeronaves, além de testar a capacidade das forças armadas de alcançar superioridade aérea em um cenário de conflito. A operação foi descrita como parte do treinamento regular do ELP.

O governo taiwanês reagiu de forma imediata. Em publicação na rede social X, o Ministério da Defesa de Taiwan classificou a ação como uma “provocação irracional” por parte da República Popular da China. O órgão informou que exercícios de resposta rápida foram iniciados e que as forças de defesa da ilha permanecem em estado de alerta máximo para garantir a segurança da população e a integridade do território.

Autoridades de Taiwan relataram ainda a presença de nove navios da Marinha chinesa e dois navios oficiais circulando nas áreas marítimas próximas à ilha, reforçando a percepção de pressão militar por parte de Pequim.

A nova demonstração de força acontece poucos dias após os Estados Unidos aprovarem um expressivo pacote de venda de armamentos para Taiwan, avaliado em mais de US$ 11,1 bilhões. O acordo, considerado o maior já firmado com a ilha, prevê o fornecimento de obuseiros autopropulsados, sistemas de foguetes de artilharia de alta mobilidade, mísseis guiados, além de softwares, equipamentos e serviços voltados à integração de redes táticas de defesa.

A China criticou publicamente a decisão norte-americana, alegando que a venda viola o princípio de “uma só China” e agrava a instabilidade regional. Para Pequim, o fornecimento de armas a Taiwan representa uma interferência externa em assuntos internos do país.

O contexto de tensão foi ampliado após Washington também autorizar, um dia antes, a venda de equipamentos militares ao Japão, aliado estratégico dos Estados Unidos na Ásia-Pacífico. O conjunto dessas decisões e movimentações militares reforça o clima de incerteza e eleva o nível de alerta entre os países envolvidos na região.

Da redação Estrutural On-line

Nenhum comentário

Agradecemos pelo comentário.