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Comissão da Câmara aprova moção de louvor a Trump em meio a crise diplomática com os EUA

Estrutural On-line A Comissão de Relações Exteriores da Câmara dos Deputados aprovou nesta quarta-feira (9) uma moção de louvor ao ex-presid...
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A Comissão de Relações Exteriores da Câmara dos Deputados aprovou nesta quarta-feira (9) uma moção de louvor ao ex-presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. A iniciativa foi aprovada antes mesmo de a embaixada norte-americana se manifestar publicamente em defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), intensificando a tensão diplomática entre Brasília e Washington.

O colegiado responsável pela aprovação é presidido pelo deputado Filipe Barros (PL-PR), um dos principais aliados de Bolsonaro no Congresso. A proposta partiu do deputado Sóstenes Cavalcante (PL-RJ), líder da bancada do PL na Câmara. Em sua justificativa, Sóstenes elogiou Trump por seu "trabalho brilhante como líder da maior nação do mundo" e por seu "compromisso com a democracia e a liberdade de expressão".

A aprovação da moção ocorre dias após Trump, por meio da rede social Truth Social, criticar o julgamento de Bolsonaro no Brasil, chamando o processo de “caça às bruxas”. O republicano defendeu que o único julgamento legítimo seria por meio das urnas. “Deixem Bolsonaro em paz”, escreveu.

O gesto do Congresso brasileiro veio em meio à escalada de tensão diplomática, que ganhou novo capítulo após a embaixada dos EUA reforçar o posicionamento de Trump. Em resposta, o Ministério das Relações Exteriores do Brasil convocou o encarregado de negócios da embaixada para prestar esclarecimentos.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) reagiu às declarações de Trump no mesmo dia, durante a cúpula do Brics, no Rio de Janeiro. Em nota oficial, Lula reforçou que o Brasil é um país soberano e não aceita ingerência estrangeira. “A defesa da democracia é um tema exclusivo dos brasileiros. Temos instituições sólidas e independentes. Ninguém está acima da lei”, declarou o presidente.

A moção aprovada pela comissão ainda precisa passar por instâncias internas da Câmara, mas já provocou reações de parlamentares da base governista, que classificaram a homenagem como uma afronta à soberania nacional e um alinhamento político inapropriado com um líder estrangeiro.

Da redação Estrutural On-line
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