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Participação de adolescentes do DF nas eleições pode ser a menor de todos os tempos

O número de adolescentes aptos a votar é considerado o menor já registrado em toda a história da democracia no Distrito Federal Foto reprodu...

O número de adolescentes aptos a votar é considerado o menor já registrado em toda a história da democracia no Distrito Federal


Foto reprodução google

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) contabiliza que apenas 14.666 jovens emitiram o seu título de eleitor e estão aptos a participar das eleições de 2022. De toda a população que vive em Brasília, essa faixa etária corresponde a aproximadamente 70 mil, segundo dados da Companhia de Planejamento do Distrito Federal (Codeplan).

Dados do TSE apontam que as eleições gerais de outubro podem ter a menor participação de adolescentes de 16 e 17 anos em toda a história dos pleitos democráticos realizados no Distrito Federal.
Os adolescentes tiveram o acesso ao direito ao voto garantido de forma facultativa na Constituição de 1988. Foram nove eleições realizadas na capital federal, todas elas com uma maior participação de jovens de 16 e 17 anos do que o registrado neste ano, até o momento.

Estatísticas

Nas eleições presidenciais de 1989 e 1990, não houve a divisão do eleitorado distrital em faixas etárias. A contabilização real da participação juvenil só se deu no pleito geral de 1994, que elegeu Cristovam Buarque, do PT, para governador, e Fernando Henrique Cardoso, do PSDB, para presidente da República.

As estatísticas do TSE mostram que nas eleições de 1994, 32.813 adolescentes participaram do eleitorado, o número é o recorde de presença juvenil até hoje. Em 1998, 26.630 jovens estavam aptos para ir às urnas da capital federal, no pleito de 2002, foram 30.621, já em 2006, compareceram 26.641.
Em 2010, 24.491 adolescentes estavam com o seu título de eleitor regularizado. No sufrágio de 2014, o recorde de 1994 quase foi batido, quando 32.656 brasilienses emitiram o documento eleitoral. Porém, nas últimas eleições, a não-participação dos jovens de 16 e 17 anos começou a se tornar presente, com apenas 16.918 registros.

Neste ano, devido à pandemia de covid-19, o atendimento é feito de forma totalmente virtual, pelo site do TSE. Apesar dos adolescentes de 2022 não precisarem emitir os seus títulos como os jovens do passado, que precisavam ir até os cartórios eleitorais e enfrentar filas para o atendimento, o número provisório de apenas 14.666 jovens eleitores figura na pior marca de presença juvenil no jogo democrático distrital.

Expectativa do TRE é que número aumente

De acordo com Fernando Velloso Filho, porta-voz do Tribunal Regional Eleitoral do Distrito Federal (TRE/DF), a esperança é que o número aumente nos próximos dias, já que o prazo para a emissão de novos títulos se encerra no dia 4 de maio. Fernando acrescenta também que há uma série de requerimentos feitos por adolescentes brasilienses. Estas solicitações ainda não foram contabilizadas pelo TSE, o que indica que o número final seja maior do que o registrado até então.

“Nós ainda não fechamos o cadastro eleitoral, há muitos requerimentos que estão sendo processados ainda e sendo verificados para se tornarem de fato títulos. Então quando acessamos as estatísticas, esses jovens não estão cadastrados como eleitores. Além disso, muitos acabam deixando para última hora. Estamos a dez dias do encerramento do cadastro eleitoral e o apoio da mídia e da imprensa é muito importante, e deve estimular nessa ‘retinha final’, fazendo com que eles encaminhem as suas solicitações”, afirma o porta-voz do TRE.

Perguntado sobre a participação juvenil nas eleições, Velloso Filho observa que muitas vezes os adolescentes não se comprometem com o jogo democrático pelo fato do voto ser obrigatório apenas para brasileiros maiores de idade.

Segundo o porta-voz, outro fator contribuinte para o baixo número de adolescentes regularizados é por conta da longa periodicidade de eleições realizadas na capital federal. O DF é a única unidade federativa do país que vota de quatro em quatro anos, não tendo eleições municipais como o restante do país.

“Aqui no Distrito Federal, nós ficamos sem eleições por quatro anos, então muitos jovens que constam neste número e que eram menores de idade em 2014 e em 2018, evidentemente em 2022 já são todos maiores de idade. Por isso, esse número migra muito e por isso se diminui os números de jovens. Além disso, como eles não são obrigados a votar e a ter um título de eleitor, eles não se preocupam, se interessando em tirar o título apenas com a maioridade, por questões legais”, observa Velloso Filho.

O TRE/DF conclama os adolescentes de 16 e 17 anos que ainda não tiraram o seu título eleitoral para aproveitar a reta final do período de emissão dos títulos eleitorais, reforçando a importância da participação dessa população nas próximas votações, que irão decidir o futuro do país nos próximos anos. “A gente precisa estimular essa juventude a votar, a escolher seus governantes, afinal de contas é um país que está sendo construído para eles”, estimula Velloso Filho.

Da redação Estrutural On-line

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