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Moradores retiram oito corpos de manguezal no Complexo do Salgueiro

Após morte de PM durante patrulhamento na comunidade tiveram início os confrontos entre traficantes e policiais militares    Pelo menos oito...

Após morte de PM durante patrulhamento na comunidade tiveram início os confrontos entre traficantes e policiais militares

  

Pelo menos oito corpos foram encontrados em uma região de mangue do Complexo do Salgueiro, nesta segunda-feira (22), no bairro das Palmeiras, no Rio de Janeiro. Os próprios moradores estão fazendo a retirada dos corpos, uma vez que agentes da Polícia Civil só estiveram no local 15 horas após o crime.
 
Um confronto registrado no último sábado, entre policiais militares e traficantes resultou na morte do sargento da PM Leandro Rumbelsperger da Silva, de 40 anos. De acordo com informações da polícia, criminosos dispararam contra os militares do 7º BPM (São Gonçalo).
 
O porta-voz da PM, tenente-coronel Ivan Blaz, em entrevista ao Bom Dia Rio, falou sobre essa operação na comunidade.
 
“Estes confrontos foram intensos, foram na área de mangue, é uma área de difícil trânsito. Logicamente estamos falando de um momento em que marginais estavam no interior da mata fechada”, disse.
 
Somente por volta das 11h20, um comboio Polícia Civil, conduzido por dois blindados da PM, desembarcaram na comunidade onde os corpos estavam.


Denúncias de tortura
 
Após o registro da morte do sargento Leandro Rumbelsperger da Silva, de 38 anos, do 7º BPM (São Gonçalo), que foi alvejado a tiros  durante um patrulhamento em Itaúna, bairro vizinho às Palmeiras e também parte do Complexo do Salgueiro, as incursões se intensificaram.
 
Foi acionado o  Batalhão de Operações Especiais (Bope), e os confrontos assustaram moradores da comunidade. No último domingo (21), uma  idosa ficou ferida após ser  atingida no braço por uma bala perdida.
 
Testemunhas das Palmeiras revelaram que a ação da polícia foi uma chacina. Os corpos retirados do manguezal foram  enfileirados e cobertos por lençóis na Rua Pedro Anunciato da Cruz.
 
“Os corpos estão todos jogados no mangue, com sinais de tortura. As pessoas, uma jogada por cima da outra. Estava com sinal totalmente de chacina mesmo”, contou um morador.
 
“Muito conhecido da gente aqui morreu. A gente estava gritando no mangue para ver se consegue tirar, mas todos mortos”, revelou uma moradora.
 
“As mães estão entrando dentro do mangue. Com o mangue acima do joelho para poder tentar puxar os corpos”, completou outra testemunha.
 
Em nota, a Defensoria Pública do RJ informou ter recebido “relatos sobre a violenta operação no Complexo do Salgueiro” e comunicou o fato ao Ministério Público, “para a adoção de medidas cabíveis a fim de interromper as violações”.
 
Escolta para perícia
 
O major Ivan Souza Blaz Junior, porta-voz da Polícia Militar, não quis comentar as denúncias, mas afirmou que vai aguardar o trabalho da perícia. Está prevista ser realizada uma nova operação nesta segunda para fazer a segurança dos legistas até a área de onde os corpos foram encontrados.
 
“O Bope, segundo estas informações, podemos deduzir que houve inúmeros feridos neste confronto entre policiais e marginais nesta área de mata fechada. Logicamente, em se tratando de um momento de instabilidade, não foi possível fazer esta varredura. Agora, ao longo do dia, podemos ter este trabalho já com a perícia, uma vez que o caso já foi registrado na Polícia Civil”, continuou.
 
Blaz revelou ainda que traficantes do Salgueiro teriam tomado escolas da comunidade para servir de abrigo.
 
“A gente já tinha tido inúmeras denúncias de marginais fazendo uso de vestiários, de escolas públicas, ali na região, para transformar em base do tráfico”, disse o porta-voz.
 
“Também tivemos a apreensão de muitos materiais utilizados em combate. Então você tem ali cinto de guarnição, coletes, pistolas, munição”, enumerou Blaz.
 
“Um sargento foi morto, como vocês relataram, e logo depois desse ataque que vitimou o sargento Leandro, nós tivemos a intervenção de homens do Bope ali na área”, completou.
 
“Pelas redes sociais conseguimos receber informações que davam um número muito grande, uma ordem de grandeza bem alta de números de feridos”, afirmou.

Da redação Estrutural On-line

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