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Na fase mais crítica da pandemia, construção civil foi o setor que mais empregou no DF

De junho a novembro, quantidade de empregados no segmento cresceu 59,5%. No fim do ano, comércio puxa índice para cima A construção civil fo...

De junho a novembro, quantidade de empregados no segmento cresceu 59,5%. No fim do ano, comércio puxa índice para cima


A construção civil foi o setor que mais empregou durante o período de maior gravidade da pandemia do novo coronavírus no Distrito Federal. É o que aponta pesquisa realizada pela Companhia de Planejamento do DF (Codeplan).

Conforme o estudo, junho registrou o número mais alto de desempregados na capital. Nesse mês, com comércio e shoppings fechados, além de bares, hotéis e restaurantes sem funcionar, 330 mil pessoas estavam sem emprego, o que correspondente a 21,6% da população economicamente ativa. A construção civil, por sua vez, mantinha 47 mil ocupados no período, como pedreiros, engenheiros, mestres de obra, entre outros.

Seis meses depois, a área tem 75 mil contratados, um acréscimo de 59,5%, que contribui para a recuperação da economia no DF e a queda na quantidade de pessoas fora do mercado de trabalho. Em novembro, o percentual de desempregados em território brasiliense caiu para 17,8% – o menor do ano.

Nenhum segmento conseguiu acompanhar o ritmo das contratações para obras no DF. O setor de serviços (incluindo público e privado) tinha 878 mil ocupados em junho. Em novembro, está com 963 mil, um acréscimo de 9,6%.

Comércio

O comércio de rua reabriu as portas em 26 de maio, após 76 dias fechado, sendo que os shoppings voltaram a funcionar no dia seguinte. Após a perda de empregos, a recuperação nas contratações chegou com as festas de fim de ano. Em junho, eram 204 mil empregados no comércio. Em novembro, subiu para 222 mil, ou seja, 8,8% a mais.

Somente de outubro a novembro, houve acréscimo de 4% na quantidade total de trabalhadores brasilienses. Em novembro de 2020, o nível de ocupação aumentou (2,3%, ou 30 mil novos profissionais) e o contingente de ocupados foi estimado em 1,325 milhão de pessoas. Setorialmente, esse resultado decorreu do crescimento no segmento de serviços (4%, ou 37 mil novas vagas) e da relativa estabilidade na indústria de transformação (2,2%, ou mil).

“Em junho, atingimos o maior pico de desemprego no DF. A construção civil teve alta em todo o período de seca e agora a tendência é cair, devido ao período de chuvas e de festas. No fim do ano, as contratações aumentam no comércio. É o aumento sazonal”, ressaltou o presidente da Codeplan, Jean Lima.

Inativos

Além disso, segundo o presidente da companhia, a população inativa, que consiste em pessoas aposentadas ou que não estão procurando emprego, diminuiu. “Entre junho e novembro, 96 mil pessoas voltaram a procurar emprego ou conseguiram se recolocar no mercado de trabalho. Somente de outubro para novembro, foram 19 mil pessoas com esse perfil de volta, após o período crítico da pandemia”, ressalta Lima.

Para ele, os sinais são de recuperação econômica. Porém, não se deve esquecer que a cidade ainda vive um período pandêmico.

“A abertura da economia, com bares, restaurantes, shoppings, comércio em geral, possibilitou a inserção de milhares de pessoas no mercado de trabalho. Porém, todos os cuidados precisam continuar. A construção civil se manteve aquecida pelas suas características e possibilidade de distanciamento”, ressaltou.

Divergência

Levantamento do IBGE, publicado em 23 de dezembro, diverge dos dados da Codeplan. Segundo o instituto, o DF teve crescimento na quantidade de desempregados de 37% no período de maio até novembro.Para ele, os sinais são de recuperação econômica. Porém, não se deve esquecer que a cidade ainda vive um período pandêmico.

“A abertura da economia, com bares, restaurantes, shoppings, comércio em geral, possibilitou a inserção de milhares de pessoas no mercado de trabalho. Porém, todos os cuidados precisam continuar. A construção civil se manteve aquecida pelas suas características e possibilidade de distanciamento”, ressaltou.

Divergência

Levantamento do IBGE, publicado em 23 de dezembro, diverge dos dados da Codeplan. Segundo o instituto, o DF teve crescimento na quantidade de desempregados de 37% no período de maio até novembro.

Para ele, os sinais são de recuperação econômica. Porém, não se deve esquecer que a cidade ainda vive um período pandêmico.

“A abertura da economia, com bares, restaurantes, shoppings, comércio em geral, possibilitou a inserção de milhares de pessoas no mercado de trabalho. Porém, todos os cuidados precisam continuar. A construção civil se manteve aquecida pelas suas características e possibilidade de distanciamento”, ressaltou.

O instituto mostra, hoje, uma taxa de desemprego de 15,4% na capital federal – a maior registrada desde o início da pesquisa, em maio. Atualmente, são 242 mil pessoas sem emprego no DF, segundo o IBGE.

De acordo com o presidente da Codeplan, Jean Lima, a divergência ocorre devido à metodologia usada. “A Pnad não divide o DF por região administrativa. É uma boa referência e um parâmetro de comparação. A amostragem da Codeplan é de 2 mil domicílios por mês e permite detalhamento por regiões e faixa de renda. É uma questão de metodologia”, ressaltou.

Conforme a Codeplan, o número de desempregados caiu no DF de 330 mil desempregados, em junho, para 234 mil, em novembro.

POR MANOELA ALCÂNTARA - Metrópoles

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