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Mais calçadas no Setor de Rádio e TV Sul

GDF investe R$ 4,3 milhões para melhorar o trânsito no local e a circulação de pedestres. Obras vão gerar 300 empregos As obras de requalifi...

GDF investe R$ 4,3 milhões para melhorar o trânsito no local e a circulação de pedestres. Obras vão gerar 300 empregos


As obras de requalificação do Setor de Rádio e TV Sul (SRTVS), que seguem a todo vapor, vão estimular a circulação de pessoas a pé e beneficiar os cerca de 10 mil pedestres que transitam por ali diariamente. O setor vai ganhar mais 20 mil metros quadrados de novas calçadas, 130 bancos e 80 espécies de árvores, que garantirão sombra para os transeuntes.

O GDF investe R$ 4.363.010,98 na readequação do sistema viário do local, melhorias do sistema de drenagem, pavimentação, paisagismo, sinalização vertical e horizontal, além de construção de calçadas com ênfase na acessibilidade para privilegiar pedestres e pessoas com dificuldade de locomoção.

Máquinas e operários da empresa Pentag Engenharia Ltda., contratada por licitação, focam seus esforços na fresagem do asfalto, na demolição do concreto das calçadas, na retirada dos meios fios e na locação dos ramais para ligação na rede de drenagem existente. Os trabalhos vão garantir a geração de 300 empregos.

O projeto arquitetônico e urbanístico foi elaborado pela Secretaria de Desenvolvimento Urbano e Habitação (Seduh) e a Secretaria de Obras e Infraestrutura (SODF) vai gerir a execução da obra. O piso das calçadas é o mesmo usado nas quadras da Avenida W3 Sul que já foram revitalizadas: placas de granilite de 40 centímetros quadrados, um piso pré-moldado com acabamento industrial menos irregular e mais durável que o concreto moldado atualmente usado nos passeios.

Apesar de o revestimento ser o mesmo usado na Avenida W3, o projeto das calçadas do setor no coração de Brasília mais se parece com o do Setor Hospitalar Sul, recentemente reformado por uma parceria com a iniciativa privada, mas que também foi projetado pelos arquitetos da Seduh.

O Setor de Rádio e TV terá calçadas largas, com o mínimo de um metro e meio de largura, mas que podem chegar a oito metros, dependendo do espaço disponível.

“A largura é variável, mas sempre superior a 1,5 m. Redimensionamos a faixa de rolamento dos carros para poder crescer as calçadas laterais”, explica Anamaria de Aragão, coordenadora de Projetos da Seduh.

“Nesse crescimento das calçadas, nós incluímos o plantio das árvores que vão crescer com o tempo. A ideia é que elas ofereçam sombra para o pedestre no futuro”, ressalta.

Para a secretária-executiva de Obras, Janaína Chagas, as intervenções vão estimular o uso do transporte público e circulação de pessoas a pé, a medida que dá mais conforto ao pedestre que é usuário do transporte público. “O SRTVS faz parte da história da cidade. Não podemos deixar a situação como está. Essa revitalização vai dar cara nova ao local, estimulando o comércio e o tráfego de pessoas”, afirma.

Plataformas elevadas

Mas a grande inovação que vai garantir o trânsito seguro de pedestres, sejam eles idosos, cadeirantes ou pessoas com qualquer dificuldade de locomoção, é a construção de plataformas elevadas no cruzamento das vias. Assim, quem anda a pé não vai ter que subir ou descer meios-fios ou rampas. “A plataforma está nivelada com a calçada, não tem sobe e desce para o pedestre. Quem sobe uma rampa é o carro, isso sinaliza para o veículo que a prioridade da travessia é do pedestre e é uma estratégia de redução de velocidade”, diz a arquiteta.

O setor será uma Zona 30, com velocidade máxima permitida aos veículos de 30 quilômetros por hora, como acontece no Setor Hospitalar Sul. Assim, veículos e bicicletas podem compartilhar a rua.

“O ciclista compartilha a via com os carros, mas tem prioridade. As ruas são estreitas, o fluxo de pedestres é intenso, optamos por deixar as calçadas mais largas para os pedestres”, salienta a gestora.

Os estudos para a elaboração do novo projeto foram realizados pela Seduh em parceria com o Centro de Estudos de Espaços Públicos da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo (FAU) da Universidade de Brasília (UnB), com contagem de pedestres em nove pontos do setor e elaboração de um mapa comportamental para permitir mais urbanidade aos locais onde as pessoas ficam por mais tempo. Mais de 39 mil pessoas foram contabilizadas circulandon no setor, de 7h às 19h.

Segundo Anamaria, só no ponto de ônibus da W3 Sul, em frente ao Centro Empresarial Assis Chateaubriand, mais de 7.500 pessoas circulam a pé por dia. Na calçada em frente ao Venâncio 2000 e ao shopping Pátio Brasil, o fluxo é de mais de 6 mil pessoas diariamente.

Os locais vão se tornar praças para a entrada no setor, onde o piso terá três cores (vermelho, cinza e branco) para dar caracterização especial e criar atrativo, e onde poderão ficar os quiosques – o projeto prevê área para a instalar 17 quiosques nas praças que serão padronizados e executados posteriormente. Uma terceira praça de entrada no Setor de Rádio e TV será construída em frente ao colégio Maria Auxiliadora e outra interna será feita próximo ao edifício Embassy Tower.

Pedidos da comunidade

Os pedestres não vêem a hora de as mudanças ficarem prontas. “É muito difícil andar nessas calçadas, ainda mais mulher que usa salto. Imagine um cadeirante ou uma pessoa com deficiência”, reclama a publicitária Valéria Araújo, 47 anos, que trabalha há oito no setor.

Um tombo que a jornalista Ana Paula Neves, 43 anos, levou andando pelos estacionamentos do local a deixou afastada do trabalho três dias. “Estava indo buscar meu carro, não tinha calçada e tropecei na brita. Rasguei meu joelho e torci o pé”, conta.

As melhorias no SRTV Sul envolvem a readequação do sistema viário com aumento de 64% no número de vagas regulares organiza os estacionamentos e coíbe a parada de carros dos dois lados da rua. Nas calçadas serão instalados 36 paraciclos, suportes usados para o estacionamento de bicicletas. Cada paraciclo comporta duas bicicletas.

Por GIZELLA RODRIGUES, DA AGÊNCIA BRASÍLIA I EDIÇÃO: CAROLINA JARDON

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