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26 de ago de 2019

Governador Ibaneis Rocha acerta em cheio: Maioria aprova militares nas escolas do DF.

Foto: Paulo Henrique Carvalho/ Agência Brasília

Rudolfo Lago e Paula Beatriz
Fonte: Jornal de Brasília

A ampla maioria da população do Distrito Federal apoia o projeto de gestão compartilhada das escolas adotado pelo governo. É o que mostra pesquisa do Instituto Exata OP, obtida com exclusividade pelo Jornal de Brasília.

A pesquisa foi realizada entre os dias 12 e 17 de julho, e já há a intenção do Instituto Exata de promover um novo levantamento mais atualizado. 
O que, no entanto, a pesquisa mostra é que a polêmica em torno do tema parece mais amplificada do que, de fato, é a aceitação do modelo pela sociedade brasiliense.

De acordo com a pesquisa, 88% das 925 pessoas entrevistas dizem aprovar o modelo que entrega às Polícias Militares a disciplina nas escolas, deixando com os profissionais de educação a parte pedagógica.

Minoria barulhenta

Para o diretor do Instituto Exata OP, a explicação para a barulhenta polêmica pode estar no grau maior de convicção do minoritário percentual de 8% que desaprova o modelo.

“A rejeição é baixa, mas é sólida e barulhenta”, explica Caldas. “De certa forma, ela parece se aproveitar do desconhecimento mais detalhado de como se faz a gestão compartihada para confundir”, considera.

Nesse sentido, ele explica que os pesquisadores fizeram uma breve explicação do modelo no início da pesquisa, dizendo aos entrevistados que “militares atuam na administração escolar e na disciplina dos estudantes, enquanto os professores são responsáveis pela parte pedagógica”. As posições dos entrevistados foram colhidas, então, após a explicação.

A maioria das pessoas entrevistadas foi do sexo feminino (52%), contra 48% do sexo masculino. Em termos de escolaridade, 56% das pessoas ouvidas têm o ensino médio; 22% o ensino superior, e 23% até o ensino fundamental. Mais da metade (54,1% estão inseridos em termos sociais na classe D.

Após a breve explicação, 90% dos ouvidos disseram ter conhecimento do modelo que vem sendo adotado em escolhas públicas no DF, contra 10% que disseram não saber.

Mais velhos

Estratificado o percentual de aprovação do modelo, se verifica que o percentual dos que disseram aprovar a gestão compartilhada é praticamente o mesmo entre homens ou mulheres. O percentual de homens favoráveis foi de 90%, contra 89% entre as mulheres. Por faixa etária, é maior entre os mais velhos e menor entre os mais jovens. Para 90% dos entrevistados com mais de 60 anos, o modelo é bom, enquanto essa é a opinião de 77% daqueles que têm entre 16 e 26 anos.

Já por classe social, é maior a aprovação entre os mais pobres. Entre os entrevistados da classe E, 92% disseram aprovar o modelo. O menor percentual de aprovação é na classe B: 79%.

Por escolaridade, a maior aprovação é entre os que têm o ensino fundamental (92%) e menor entre os que têm ensino superior (83%).

Melhora na Estrutural

No Colégio da Polícia Militar CED 1 da Estrutural, pais e professores ouvidos pelo Jornal de Brasília confirmam a percepção sobre a mudança com a gestão compartilhada apontada na pesquisa do Instituto Exata OP.

Eduardo Oliveira dos Santos é pai de Emanuele Victória Lopes Oliveira que tem 9 anos. Segundo ele, o respeito e a responsabilidade com os estudos melhoraram muito até dentro de casa. “A minha filha tinha notas médias para ruins e, com a vinda da gestão compartilhada, as notas melhoraram muito. Além disso, eu percebi um maior interesse dela pelos estudos”, comenta.

Sandra Mônica Vilas Boas é professora da escola há dois anos e comenta que antes os alunos chegavam atrasados, correndo e gritando. Com a mudança da gestão, os alunos começaram a ter mais disciplina e respeito.

“Essa disciplina melhorou até as notas, eu tenho um aluno que só bagunçava e não conseguia ter um rendimento, ele era um horror! E, neste ano, ele está mais centrado, as notas mudaram e ele está mais interessado”, explica.

A professora ainda conta que quando entrou para dar aula na escola estava apreensiva. “Eu tinha muito medo de dar aula aqui, principalmente porque no intervalo os alunos brigavam muito. Agora, até na hora que eles podem brincar e se divertir eles têm disciplina. Na volta para sala de aula, é muito mais fácil recuperar a atenção deles, porque agora eles nos respeitam mais”, conta a professora que trabalha na escola há 2 anos.

Saiba Mais

O processo de gestão compartilhada nas escolas gerou recentemente polêmica que culminou com mudanças na estrutura do GDF.

O secretário do Trabalho, João Pedro Ferraz dos Passos, assumiu também a Secretaria de Educação, e passou a negociar o modelo.

Na semana passada, ele teve uma primeira reunião com o Sindicato dos Professores que, embora seja contra o modelo, elogiou sua postura de diálogo. O secretário debate, mas lembra: “Decisão final é do governo”.

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