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| Imagem de Claudia Maldonado por Pixabay |
A Justiça do Paraguai decretou, neste sábado (7/11), a prisão preventiva do ex-presidente Santiago Peña, um dia depois de ele ser destituído do cargo por impeachment. A decisão está relacionada a uma investigação sobre supostas irregularidades envolvendo o banco digital Ueno Bank, cuja crise financeira provocou instabilidade política e deixou milhões de clientes com dificuldades para acessar seus recursos.
A decisão judicial atende a um pedido do Ministério Público paraguaio, que acusa o ex-chefe de Estado de suposta lesão de confiança e administração em proveito próprio. As suspeitas envolvem a destinação de recursos públicos à instituição financeira e possíveis interferências nos mecanismos de fiscalização do banco.
O juiz Humberto Otazú considerou que existem elementos que justificam a manutenção da prisão durante o andamento das investigações. Peña deverá permanecer detido em uma unidade militar de Assunção. A Justiça também determinou medidas relacionadas ao bloqueio de seus bens.
Crise do Ueno Bank provocou queda do governo
O escândalo ganhou proporções nacionais depois que o Banco Central do Paraguai interveio no Ueno Bank, após identificar problemas financeiros e descumprimento de exigências de solvência.
A instituição, que atendia aproximadamente 2,9 milhões de clientes, administrava cerca de US$ 850 milhões em recursos públicos, incluindo valores vinculados a órgãos governamentais e fundos previdenciários.
A crise deixou milhões de correntistas sem acesso normal às contas e provocou uma onda de protestos no país.
Impeachment e mudança no comando do país
Na sexta-feira (6/11), o Congresso paraguaio aprovou o afastamento de Santiago Peña por meio de um processo de impeachment. A decisão ocorreu mesmo depois de o então presidente apresentar uma tentativa de renúncia.
Com a destituição, o vice-presidente Pedro Alliana assumiu o comando do Paraguai e começou a promover mudanças no governo.
Além de Peña, o ex-presidente do Banco Central Carlos Carvallo também é investigado por suspeitas de envolvimento nas irregularidades relacionadas ao banco.
Defesa contesta prisão
A defesa de Santiago Peña contesta a existência de risco de fuga e nega que o ex-presidente tenha tentado prejudicar as investigações. O político também nega irregularidades.
O caso continua sob investigação do Ministério Público, que busca esclarecer a destinação dos recursos públicos, a atuação das autoridades responsáveis pela fiscalização financeira e a possível participação de agentes políticos no colapso da instituição.
Se as acusações forem comprovadas, Peña poderá enfrentar consequências criminais. Até o momento, porém, não há condenação definitiva.
Da redação Estrutural On-line

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